<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733</id><updated>2009-11-04T17:44:52.315-02:00</updated><title type='text'>Um longo argumento</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>64</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-7632513582371627631</id><published>2009-11-04T17:37:00.004-02:00</published><updated>2009-11-04T17:44:52.325-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia da ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ceticismo'/><title type='text'>Parábola cética atualizada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Entre 1988 e 1989, foi publicada uma edição especial do Surfista Prateado, escrita por Stan "The Man" Lee e ilustrada por Jean Giraud Moebius, intitulada Parábola&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt; Nela, Galactus, uma entidade cósmica conhecida como "o Devorador de Mundos", vem à Terra para destruí-la e se alimentar da sua energia. Para isso, Galactus permite que as pessoas façam o que bem desejarem em seu nome para, assim, encontrarem a "salvação" – o plano é permitir que a humanidade se aniquile por meios próprios. Nesse ínterim, surge seu ex-arauto, o Surfista Prateado, questionando o direito de Galactus de atacar a Terra com um estratagema tão ardiloso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Ao final, o vilanesco semi-deus galáctico parte deixando nosso planeta incólume. O Surfista, alçado à categoria de herói planetário, é recebido na sede das Nações Unidas e fala para o mundo. Os diálogos, em uma páginas tocante e dolorosa, é esse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Embaixador 1: “Nós fomos visitados por dois seres do espaço. Um, tratado como um deus. O outro, para nossa perpétua vergonha, desprezado e condenado. Mas, finalmente, enxergamos a verdade. O surfista é o verdadeiro salvador das estrelas”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Surfista: “Não! Nenhum homem pode ser colocado acima dos demais. A chama divina está em todos ... ou em ninguém”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Platéia: “Que humildade. A verdade essência da pureza. Só pode ser um santo. Você deve nos liderar! Oriente-nos. Seremos seus discípulos”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Surfista (pensando): “Isto é loucura! Eles desejam um líder. Assim como uma criança espera o leite materno. É por isso que se tornam presas fáceis dos tiranos e déspotas. Por que eles não procuram a verdadeira fé em sim mesmos? Por que buscam outro que lhes mostre o caminho?”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Essa é uma das mais belas histórias em quadrinhos de super-heróis já criadas. Definitivamente, não é leitura apenas para crianças...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Com uma das prosas filosóficas mais elegantes do século XX, Bertrand Russell (1872-1970) foi filósofo, lógico, matemático e escritor vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, em 1950. Defensor do racionalismo e do ceticismo, Russel escreveu, no seu ensaio Sonhos e fatos, que pode ser encontrado na coletânea Ensaios Céticos: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;“Os sonhos de um homem ou de um grupo podem ser cômicos, mas os sonhos humanos coletivos, para nós que não podemos ultrapassar o círculo da humanidade, são patéticos. O universo é muito vasto, como revela a astronomia. (...) No mundo visível, a Via Láctea é um fragmento minúsculo; e, nesse fragmento, o sistema solar é uma partícula infinitesimal, e, dessa partícula, nosso planeta é um ponto microscópico. Nesse ponto, pequenas massas impuras de carbono e água, de estrutura complexa, com algumas raras propriedades físicas e químicas, arrastam-se por alguns anos, até serem dissolvidas outra vez nos elementos de que são compostas. Elas dividem seu tempo entre o trabalho designado para adiar o momento de sua dissolução e a luta frenética para acelerar o de outras do mesmo tipo. As convulsões naturais destroem periodicamente milhares ou milhões delas, e a doença devasta, de modo prematuro, mais algumas. Esses eventos são considerados infortúnios; mas quando os homens obtêm êxito ao impor semelhante destruição por seus próprios esforços, regozijam-se e agradecem a Deus. Na vida do sistema solar, o período no qual a existência do homem terá sido fisicamente possível é uma porção minúscula do todo; mas existe alguma razão para esperar que mesmo antes desse período terminar o homem tenha posto fim à sua existência por seus próprios meios de aniquilação mútua. Assim é a vida do homem vista de fora.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Theodore Sturgeon (1918-1985) foi um escritor norte-americano de ficção científica. Ficou muito conhecido pela chamada "Lei de Sturgeon": “Noventa por cento de toda a ficção científica escrita é lixo; mas, se pararmos para analisar, noventa por cento de TUDO o que se escreve é lixo”. Em 1967, publicou um artigo na Cavalier Magazine, em que escreveu: "Todo avanço que essa espécie já alcançou é o resultado de alguém, em algum lugar, olhar o mundo, sua vizinhança, seu vizinho, sua caverna ou a si mesmo e fazer a próxima questão. Todo erro mortal que essa espécie cometeu, todo pecado contra si e seu destino, é o resultado de não se fazer a próxima questão ou de não se ouvir aqueles que a fizeram".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Certa vez, quando perguntado a respeito do significado da sua marca registrada pessoal (uma letra Q com uma seta apontando para a direita), Sturgeon respondeu: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;“Ela significa "Faça a próxima questão" [em inglês, "Ask the next question"], e a seguinte, e a seguinte. É o símbolo de tudo que a humanidade criou e é a razão pela qual as coisas são criadas. O sujeito está sentado na caverna e diz ‘Por que um homem não pode voar?’. Bem, essa é a questão. A resposta pode não ajudá-lo, mas agora a questão foi formulada. Qual é a próxima questão? Como? E assim, através das gerações, as pessoas têm tentado encontrar a resposta para aquela questão. Nós encontramos a resposta e nós voamos. Isso é verdade para qualquer realização humana, seja na tecnologia ou na literatura, na poesia, nos sistemas políticas ou em qualquer outro assunto. É isso. Faça a próxima questão. E a outra depois dela”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Como podemos depreender dos exemplos supra-citados, que vêm de autores tão diferentes quanto quadrinhistas, filósofos e escritores de ficção-científica, um posição inquiridora e cética não é exclusiva das ciências. Até mesmo as religiões poderiam se beneficiar dele (através, por exemplo, de uma auto-análise periódica - quiçá constante - que levasse à depuração de suas premissas reiteradas vezes consideradas infundadas). No entanto, essa me parece uma visão de mundo otimista demais, quase ingênua. As religiões, quando tomadas no geral, não fazem um esforço sincero para depurar o que podemos chamar de suas "superstições infundadas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Religiões deveriam se limitar a tratar de alguns dos aspectos éticos e morais do homem e da sua condição na existência. Obviamente, a religião é uma poderosa atividade humana e provavelmente remonta a tempos remotos pré-científicos, muito antes da invenção de qualquer tipo escrita. Para muitos, a fé pode ser uma fonte de conforto para suas vidas - a devoção ao divino, independente de como ele se expressa, funciona como a tábua de salvação. Pode-se até mesmo construir um cenário adaptacionista para explicar o surgimento e desenvolvimento do misticismo: se funcionava como fator organizador dos agrupamentos sociais primitivos, aparecendo por vezes associado às primeiras tentativas do homem de interpretar os fenômenos naturais, essas proto-religiões teriam sido selecionadas, propagando-se na descendência. O evolucionista britânico Richard Dawkins considera as religiões como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;memes,&lt;/span&gt; ou unidades de evolução cultural, que podem se autopropagar – meme, termo criado por Dawkins em seu clássico “O gene egoísta” (de 1976), análogo ao gene, seria a unidade mínima de informação transmitida entre representantes da nossa espécie, através da conexão cérebro-cérebro ou entre locais onde essa informação está armazenada, como livros ou páginas da internet e outros locais de armazenamento e/ou cérebros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Como é de amplo conhecimento, as doutrinas religiosas baseiam-se em dogmas, fundamentos doutrinários muitas vezes frutos de pretensas revelações ditadas pelos deuses, santos ou espíritos iluminados, todos eles manifestações do imponderável. Visto que seriam as palavras divinas em si, apesar de transcritas e interpretadas por homens, e uma vez tidos como certos pela alta hierarquia da igreja, congregação, seita e similares, esses preceitos transformam-se em ditos sagrados e, infelizmente, não se prestam a indagações sobre seus fundamentos. Assim, passam a corresponder à verdade absoluta proferida pelo altíssimo. Nesse sentido, o desenvolvimento de uma postura cética torna-se pouco provável no âmbito das religiões, pois o questionamento dos dogmas pode levar à dúvida quanto à validade desse ou daquele preceito, conseqüentemente erodindo os pilares sustentadores do pensamento religioso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A questão é ainda mais ampla e extrapola a frágil dicotomia ciência-religião. Qual seria o objetivo de se estimular a reflexão individual (ou coletiva), o "pensar com a própria cabeça", se tudo parece já estar escrito, refletido e "pensado"? É muito mais cômodo transferir o ato de raciocinar para o padre, o pastor, o papa... ou o jornalista, o professor, o cientista... Como professor, as frases dos estudantes mais desanimadoras são "Professor, o que eu tenho que saber?" ou "Professor, o que o senhor quer que eu estude?" ou ainda "Professor, como eu devo pensar a respeito desse assunto?".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Parece que é da condição humana ansiar por um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;führer&lt;/span&gt;, um condutor para revelar como agir perante o vazio infinito da existência. Esse guia não precisa, necessariamente, estar personificado: ele se apresenta em distintas formas, que trazem, subjacentes ao seu discurso, a questão do controle e do desestímulo ao livre-pensar. Nossa indústria cultural ajuda na padronização das populações, em todos os sentidos (vestuário, ideário político, cinema, literatura, música) – o mesmo vale para muitos dos formadores de opinião, que por vezes parecem se preocupar mais em reforçar estereótipos do que em estimular o espírito crítico do seu público. A democratização da internet, nesse ínterim, tem papel ambíguo (ou paradoxal, dependendo do ponto de vista assumido). Apesar de possibilitarem a veiculação de qualquer conteúdo, qualquer informação, por mais obscura ou pouco usual que seja, ferramentas como blogs, independentemente da boas intenções dos seus criadores, estão cada vez mais semelhantes (doutrinários?).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Apesar de impressas em uma forma de arte ainda tida como menor ou infantil, as sábias palavras do Surfista Prateado bem se encaixam nesse quadro: "Eles desejam um líder, assim como uma criança espera o leite materno. É por isso que se tornam presas fáceis dos tiranos e déspotas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-7632513582371627631?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/7632513582371627631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=7632513582371627631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/7632513582371627631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/7632513582371627631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/11/parabola-cetica-atualizada.html' title='Parábola cética atualizada'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-4298134796754970662</id><published>2009-10-27T15:59:00.008-02:00</published><updated>2009-10-27T21:05:58.046-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia da ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biogeografia'/><title type='text'>Iluminação recíproca e consiliência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/Suc4CP5srBI/AAAAAAAAAlU/KAl6E9-2lQs/s1600-h/biogeo6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 359px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/Suc4CP5srBI/AAAAAAAAAlU/KAl6E9-2lQs/s400/biogeo6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397344289706257426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em linhas gerais, a biogeografia é o estudo dos padrões e processos responsáveis pela distribuição dos seres vivos no planeta. Ela é extraordinariamente complexa porque e&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ngloba uma grande quantidade de evidências e áreas distintas de investigação biológica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Recentemente, publiquei um artigo (com um colega da USP-RP, Msc. Renato Capellari) discutindo alguns conceitos relativos à filosofia da biogeografia histórica. Sua versão on-line pode ser encontrada no &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.springerlink.com/openurl.asp?genre=article&amp;amp;id=doi:10.1007/s11692-009-9070-y"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;site da Evolutionary Biology&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; (o trabalho impresso deve sair na edição de dezembro da revista). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Santos, C.M.D. &amp;amp; Capelari, R.S. 2009. On reciprocal illumination and consilience in biogeography. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Evolutionary Biology&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;. DOI 10.1007/s11692-009-9070-y&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Segue o resumo do texto:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A biogeografia lida com a análise combinada dos componentes espacial e temporal do processo evolutivo. Para esse propósito, uma análise biogeográfica deve considerar dois passos extras: um passo de iluminação recíproca e um passo de consiliência. Mesmo que os desafios tradicion&lt;span style="font-family: arial;"&gt;ais da biogeografia forem sobrepujados com sucesso, a hipótese obtida não é necessariamente significativa em termos biogeográficos – ela precisa de teste contínuo à luz de hipóteses externas. Por isso, um conceito análogo à iluminação recíproca de Hennig é valioso, assim como um tipo de consiliência biogeográfica no sentido de Whewell. Inicialmente, através da busca por diferentes classes de evidência, informação útil para aperfeiçoar a hipótese pode ser acessada via iluminação recíproca. Em seguida, uma hipótese mais geral pode ser encontrada através de um processo de consiliência, quando a hipótese explica fenômenos não contemplados durante sua construção, como a distribuição de outros táxons ou a existência (ou ausência) de fósseis. Esse procedimento visa à avaliação da robustez das hipóteses biogeográficas como teorias científicas. Tais teorias são descrições confiáveis de como a vida muda sua forma no espaço e no tempo, colocando a biogeografia histórica próxima à concepção de Croizat de evolução como um fenônemo t&lt;/span&gt;ridimensional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-4298134796754970662?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/4298134796754970662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=4298134796754970662' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/4298134796754970662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/4298134796754970662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/10/iluminacao-reciproca-e-consiliencia.html' title='Iluminação recíproca e consiliência'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/Suc4CP5srBI/AAAAAAAAAlU/KAl6E9-2lQs/s72-c/biogeo6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-8624223382367468752</id><published>2009-10-07T20:13:00.006-03:00</published><updated>2009-10-07T20:25:44.304-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia da ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Dividindo o longo argumento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Para os leitores que acompanham esse blog - e para aqueles que talvez encontrem alguma serventia para as palavras aqui publicadas - organizei por assuntos os textos que apareceram nesse espaço desde maio de 2008:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sobre conceitos básicos de Sistemática Filogenética&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/09/um-pouco-mais-respeito-de-elos-perdidos.html"&gt;Um pouco mais a respeito de elos perdidos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/08/sobre-conceitos-de-especie.html"&gt;Sobre conceitos de espécie&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/08/homologias-e-ideia-de-evolucao-como.html"&gt;Homologias&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/07/que-os-elos-permanecam-perdidos.html"&gt;Que os elos permaneçam perdidos!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/05/os-dinossauros-de-hennig.html"&gt;Os dinossauros de Hennig&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/10/sobre-parcimnia-nas-cincias-parte-ii.html"&gt;Sobre a parcimônia nas ciências - parte II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/10/sobre-parcimnia-nas-cincias-parte-i.html"&gt;Sobre a parcimônia nas ciências - parte I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/08/porque-popper-no-vale-para-cladstica.html"&gt;Porque Popper não vale para a cladística&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/05/filogenia-como-base-para-investigao_22.html"&gt;Filogenia como base para a investigação&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Filosofia da ciência e afins&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/07/importncia-da-filosofia-da-cincia.html"&gt;A importância da filosofia da ciência - I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/07/importncia-da-filosofia-da-cincia-ii.html"&gt;A importância da filosofia da ciência - II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/07/importncia-da-filosofia-da-cincia-iii.html"&gt;A importância da filosofia da ciência - III&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/07/importncia-da-filosofia-da-cincia-iv.html"&gt;A importância da filosofia da ciência - IV&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/07/bertrand-russell.html"&gt;Bertrand Russell&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/08/parbola.html"&gt;Parábola cética&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/09/aristteles-e-o-nome-da-rosa.html"&gt;Aristóteles e o Nome da rosa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/09/faa-se-luz-divagaes-sobre-c-t.html"&gt;Faça-se a luz: divagações sobre C &amp;amp; T&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/09/cincia-responsvel-conservadora.html"&gt;Ciência responsável é conservadora?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/09/ask-next-question.html"&gt;Ask the next question&lt;/a&gt;       &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Biologia geral&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/06/gato-esse-incompreendido.html"&gt;Gato, esse incompreendido&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/06/grande-feroz-e-ainda-vivo.html"&gt;Grande, feroz e ainda vivo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/04/o-que-e-evo-devo.html"&gt;O que é a evo-devo?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/03/ainda-selecao-natural.html"&gt;Ainda a seleção natural&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/01/filogentica-no-ensino-de-evoluo.html"&gt;Filogenética no ensino de evolução&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/10/vida-marvilhosa-parte-ii.html"&gt;Vida marvilhosa! – parte II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/09/vida-maravilhosa-parte-i.html"&gt;Vida Maravilhosa - parte I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Breves ensaios para o jornal A Gazeta de Ribeirão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/05/deuses-e-novos-sacerdotes.html"&gt;Deuses e novos sacerdotes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/05/ensaio-rvore-da-vida.html"&gt;A árvore da vida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/07/ensaio-sobre-as-revolues.html"&gt;Sobre as revoluções&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/06/ensaio-fuses-permanentes.html"&gt;Fusões permanentes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/06/ensaio-tahl-e-as-verdades-incontestveis.html"&gt;Tahl e as verdades incontestáveis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/06/ensaio-manipulando-genes.html"&gt;Manipulando genes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/07/ensaio-ponto-brilhante-na-escurido.html"&gt;Ponto brilhante na escuridão&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/08/ensaio-trs-tigres.html"&gt;Três tigres&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/08/ensaio-no-meio-da-tempestade.html"&gt;No meio da tempestade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Conto infanto-juvenil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/12/cada-um-no-seu-galho.html"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Cada um no seu galho!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-8624223382367468752?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/8624223382367468752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=8624223382367468752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/8624223382367468752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/8624223382367468752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/10/dividindo-o-longo-argumento.html' title='Dividindo o longo argumento'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-220656661257748016</id><published>2009-09-21T17:22:00.002-03:00</published><updated>2009-09-21T17:27:57.499-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ancestrais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='elos perdidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='piltdown'/><title type='text'>Um pouco mais a respeito de elos perdidos</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continuando uma discussão &lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/07/que-os-elos-permanecam-perdidos.html"&gt;iniciada aqui nesse blog&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pesquisa rápida para "elo perdido" feita na área de ciências de qualquer jornal de grande circulação certamente vai resultar em um grande número de notícias relacionadas a esse tema. A wikipedia tem um artigo a respeito, que começa da seguinte forma: "Em paleontologia, dá-se o nome de forma ou fóssil de transição a um organismo conhecido apenas do registo fóssil que combina características dos seus descendentes e antecessores evolutivos. Estes fósseis são conhecidos popularmente como elos perdidos da evolução". Esse é um clichê utilizado por toda a mídia sempre que se discute a descoberta de um fóssil de algum grupo representativo. Infelizmente, ele está fundamentalmente incorreto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há uma série de relatos na literatura biológica a respeito de elos perdidos e ancestrais. Um dos mais famosos ficou conhecido como Homem de Piltdown, uma notória fraude do começo do século XX, formada por fragmentos de um crânio e de uma mandíbula recuperados de uma mina de cascalho em Piltdown, no condado inglês de Sussex - era um crânio de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homo sapiens &lt;/span&gt;moderno fundido à mandíbula de um orangotango, proposto à época de sua "descoberta" como o elo perdido entre esses dois grupos de primatas. Desde a proposição da teoria da evolução por meio da seleção natural por Charles Darwin (1809-1882) e Alfred Wallace (1823-1913), no século XIX, abriu-se a temporada de caça aos elos perdidos. Por que, então, criticar o uso desse termo? O que ele traz de problemático?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Costuma-se dizer que uma hipótese é científica se ela pode ser falseada ou pelo menos se ela está aberta a questionamentos, feitos com base em outras evidências observacionais ou hipóteses alternativas. Imputar o status de ancestral ou elo perdido a qualquer grupo biológico, seja ele fóssil ou recente, passa longe da boa ciência. O biólogo Edward Wilson (1929- ) diz em sua autobiografia que devem ter existido cerca de um bilhão de espécies de insetos desde o aparecimento do grupo, há mais de 350 milhões de anos. Desses, apenas uma ínfima parte se fossilizou. Como podemos ter certeza que um fóssil encontrado é de fato uma forma de transição entre um grupo antigo e um grupo recente? Não podemos! Não somos capazes de dizer se esse fóssil foi o ancestral de qualquer grupo reconhecido atualmente uma vez que, para cada espécie encontrada hoje no planeta, devem ter existido ao menos 100 outras que foram extintas sem deixar marcas da sua passagem. Toda inferência a respeito que qual teria sido o ancestral de um grupo é pouco mais que um palpite – a sistemática filogenética de Hennig incorpora essa impossibilidade ao definir que os ancestrais comuns dos grupos monofiléticos são sempre hipotéticos, correspondendo à construções teóricas sobre que características devem ter estado presentes no ancestral de fato do grupo sob análise.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A idéia de que fósseis devem ser tratados de forma especial quando comparados com organismos recentes começou a se tornar disseminada a partir de meados dos anos 1930, com a teoria sintética da evolução, tornada célebre por figuras como Ernst Mayr (1904-2005), Theodozius Dobzhansky (1900-1975) e George Gaylord Simpson (1902-1984). Esse último, um paleontólogo, acreditava que os fósseis seriam "janelas para o passado" e que somente a partir deles poderíamos compreender a evolução das espécies e os padrões de relações de parentesco. Grupos extintos mostrariam a partir de onde as espécies evoluíram. Dessa forma, um fóssil como o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Archaeopteryx litographica&lt;/span&gt;, uma ave do Jurássico extinta há 150 milhões de anos, foi tomado como sendo o elo perdido entre os répteis e as aves e o ancestral dessas últimas. Os exemplos são abundantes na literatura técnica. Para ficarmos apenas em duas grandes descobertas dos últimos anos: em 2008, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gerobatrachus hottoni &lt;/span&gt;foi chamado de elo perdido na evolução das rãs; em maio de 2009, foi descrito o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Darwinius masillae,&lt;/span&gt; rapidamente tratado pela mídia como o elo perdido que explicaria a transição entre primatas e o homem (tratamento dado inclusive pela prestigiada revista de divulgação Scientific American).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A partir da publicação do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Origem das espécies &lt;/span&gt;de Darwin, em 1859, a idéia da "cadeia do ser", que remonta aos trabalhos do filósofo grego Aristóteles, foi seriamente questionada. A melhor representação para a evolução é uma árvore ramificada, não um conjunto de organismos conectados entre si como elos em uma corrente – como não existem os tais elos, não precisamos fazer esforço algum para tentar encontrá-los! A evolução é mais complexa que uma seqüência de espécies organizada com base em um pretenso grau de aumento de complexidade. Os intermediários são TODOS os ramos da árvore da vida posicionados entre quaisquer dois grupos escolhidos. Dessa forma, não há apenas UM determinado elo: todas as espécies que fazem parte da hierarquia natural resultante do processo evolutivo são elos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Basta um pouco de lógica e bom senso para se perceber que a a busca por pretensos “organismos-chave” para a evolução perde o sentido quando vista sob o prisma dos métodos filogenéticos de reconstrução das árvores evolutivas. Como a biologia faz pouco sentido a não ser à luz de filogenias, são elas que nos mostram os padrões de ramificação que fornecem o arcabouço para estudos sobre processos e mecanismos de evolução. Não há menor necessidade, nesse contexto, de apontar um ou outro organismo como sendo o ancestral de qualquer grupo, uma vez que, como resultado de uma análise filogenética, podemos sugerir como devem ter sido esses ancestrais, mesmo que não tenhamos qualquer fóssil dos grupos estudados. Há ferramentas que nos permitem postular até mesmo quais genes estavam presentes nesses ancestrais (a biologia evolutiva do desenvolvimento ou evo-devo é uma das áreas que têm fornecido impressionantes reconstruções sobre a evolução dos genes de vários grupos animais).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Diz-se que uma ciência está madura quando conceitos “primitivos” são substituídos por outros mais refinados e com maior estruturação filosófica. O abandono de concepções incorretas como a de fósseis como ancestrais e elos perdidos, arraigada à uma concepção ortodoxa da evolução, é indicativo de que a biologia evolutiva deixou de ser uma mistura de “arte e ciência”, como proferiu G.G.Simpson nos anos 1960. Ela não pode se basear na autoridade de um seleto grupo de pesquisadores sobre determinados temas mas tem que se esforçar cada vez mais na busca por hipóteses robustas, suportadas por evidências observacionais e empíricas, com grande poder explanatório, independentes do seu autor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-220656661257748016?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/220656661257748016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=220656661257748016' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/220656661257748016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/220656661257748016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/09/um-pouco-mais-respeito-de-elos-perdidos.html' title='Um pouco mais a respeito de elos perdidos'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-1816333306187570941</id><published>2009-08-20T15:34:00.003-03:00</published><updated>2009-09-17T17:56:25.503-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UFABC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metazoa'/><title type='text'>Blog de divulgação científica na UFABC</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:arial;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Caros colegas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus alunos do PDPD (Pesquisando Desde o Primeiro Dia) acabaram de criar um blog, sob minha supervisão, que tem como objetivo servir como plataforma de divulgação e discussão dos resultados obtidos nos seus dois projetos.&lt;br /&gt;Na página, serão postados ensaios e material produzido por Anna Carolina Russo e Leandro Pereira Tosta, alunos do Bacharelado em Ciência &amp;amp; Tecnologia da UFABC. Ambos estão se debruçando sobre certos aspectos da evolução dos Metazoa (animais), com especial ênfase em filogenias baseadas em dados morfológicos, embriológicos e moleculares.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:arial;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se tiverem um tempo, por favor visitem (e comentem, caso achem pertinente):&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.evolucaodemetazoa.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;http://www.evolucaodemetazoa.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-1816333306187570941?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/1816333306187570941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=1816333306187570941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/1816333306187570941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/1816333306187570941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/08/blog-de-divulgacao-cientifica-na-ufabc.html' title='Blog de divulgação científica na UFABC'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-4272792492573551578</id><published>2009-08-18T13:16:00.004-03:00</published><updated>2009-08-18T13:28:42.919-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos de espécie'/><title type='text'>Sobre conceitos de espécie</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;a das ironias da história da biologia é que Darwin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;não explicou realmente a origem de novas espécies&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Origem das espécies &lt;/span&gt;porq&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ue ele não sabia como&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;definir uma espécie"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Douglas Futuyma (1983)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;As ciências naturais estão repletas de conceitos c&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ontroversos à espera de uma definição. Só para citar alguns, na biologia, não se sabe exatamente o que é ou como identificar uma área de endemismo ou um caráter homólogo. Apesar desses termos terem sido introduzidos nas ciências há mais de quase dois séculos - o primeiro a falar de área de endemismo foi A&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;uguste de Candolle (1778-1841), em 1820, e o primeiro a definir homologia foi Sir Richard Owen (1804-1892), em 1823 - são continuamente revisados nas publicações especializadas. Um outro conceito, ainda mais fundamental, tem sido motivo de rusgas e comentários há bem mais tempo: discussões acerca do conceito de espécie remontam à filosofia grega clássica e podem ser encontradas em praticamente todos os autores &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;que tiveram alguma importância na história do &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;pensamento biológico. No geral, esses autores não concordam entre si ou têm uma perspectiva paradoxal a respeito do problema, com os con&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ceitos cambiando conforme as necessidades práticas dos estudos de cada um. Até mesmo um dos pais do evolucionismo moderno, Charles Darwin (1809-1882), mostrou-se ambíguo ao tratar de espécies.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Apesar das dificuldades, a biologia moderna &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;é quase unânime em reconhecer a existência de descontinuidades reais natureza. Isso quer dizer que podem ser identificadas entidades naturais, as quais damos o nome de espécies. Fica claro, portanto, que qualquer área das ciências b&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;iólogicas baseia-se em, ou pelo menos utiliza&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;, espécies. Zoólogos, obviamente, lidam dia-a-dia com espécies, assim como botânicos. Geneticistas, apesar de estarem distantes da imagem popular do pesquisador naturalista, també&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;m fazem uso de espécies: há quem trabalhe com genética de populações de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Drosophila melanogaster (&lt;/span&gt;uma espécie de dípteros antes conhecidos como moscas-das-frutas), há quem faça clonagem de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ovis aries &lt;/span&gt;(ovelhas, como a famosa Dolly, o primeiro mamífero clonado a partir de células adultas)... Assim, o conceito de espécie é um dos fundamentos de todas as disciplinas biológicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Para o ornitólogo alemão Ernst Mayr (1904-2005), em seu livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toward a new philosophy of biology: observations of an evolutionist &lt;/span&gt;(Em direção a uma nova filosofia da biologia: observações de um evolucionista), publicado em 1988, “a diversidade da vida orgânica, consistindo de espécies e grupos de espécies (...), é produto da evolução. Isso torna necessário o estudo da origem e história evolutiva da cada &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;espécie e cada táxon superior. O estudo das espécies é, portanto, uma das preocupações fundamentais da biologia”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Entendi, você pode dizer. Lidar com esp&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;écies é condição &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sine qua non &lt;/span&gt;para o estudo da biologia. Isso está claro. Mas, o que é uma espécie? A dificuldade para responder à essa simples pergunta levou ao desenvolvimento de uma série de conceitos diferentes que tentaram definir o que essa entidade natural. O objetivo aqui não é descrever cada um deles mas apenas separá-los em classes reconhecidas na literatura biológica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Segundo o conceito &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tipológico&lt;/span&gt;, uma espécie é uma entidade que difere de outra espécie por apresentar características diagnósticas identificá&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;v&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;eis constantes. Dessa forma, espécies corres&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ponderiam a agregados aleatórios de indivíduos que têm em comum algumas propriedades essenciais. O conceito remonta ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eidos &lt;/span&gt;platônico - o primeiro significado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eidos&lt;/span&gt;, presente na obra do poeta grego Homero (autor da Ilíada e da Odisséia), é "aquilo que se vê", "aparência", "forma" ou ainda "propriedade característica". Para a filosofia aristotélica, corresponderia à “essência” ou “natureza” de algum objeto ou organismo, no caso, da espécie-tipo. Aqui, a palavra “espécie” significa “tipo de” e designa um certo grau de similaridade. Do conceito tipológico deriva o con&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ceito &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;morfológico&lt;/span&gt;: uma morfoespécie é uma e&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;spécie reconhecida apenas com base na sua morfologia. Na prática, é o mais utilizado pelos sistematas e taxonômos. Qualquer um que já viu uma d&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;escrição de espécie publicada deve ter notado que um novo nome de espécie proposto sempre vem relacionado à um espécime, chamado de holótipo, e a uma diagnose, que aponta os atributos necessários para identicar aquela nova espécie.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Durante a Idade Média, especialmenta a partir do século VII, um dos problemas filosóficos muito discutido foi a questão dos universais ou o problema da &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;correspondência entre nossos conceitos intelectuais e as coisas que existem fora do nosso intelecto. Apesar dos objetivos serem determinados e individuais, nossas representações mentais são realidades infependentes de qualquer determinação particular. A quest&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ão se resumo em descobrir em que extensão os conceitos da mente correspondem às coisas que eles representam: o quanto o sapo que concebemos representam do sapo que existe na natureza? Os conceitos apenas palavras ou são mesmo realidade? Uma das respostas para esse tipo de questão quase esotérica vem de&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; uma escola de pensamento medieval chamada nominalismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Para os nominalistas, as idéias gerais não têm realidade&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; fora do que é concebido por nossa mente - elas não passam de simples nomes. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Real é o objeto considerado. Não há um universal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;per se&lt;/span&gt;. Ele é apenas um nome sem conteúdo concreto, um vocábulo com significado geral. O que isso tem a ver com o conceito de espécie? Bem, há um conceito &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nominalista&lt;/span&gt; de espécie. De acordo com ele, apenas objetos individuais existem na natureza. Tais objetos ou organismos são mantidos unidos por um nome – espécies, dessa maneira, seriam construções mentais arbitrárias, nada mais que isso. Elas não teriam realidade na natureza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Esse pode ser um conceito filosoficamente interessante mas carece de substância, quando confrontado com situações corriqueiras. O reco&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;nhecim&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ento das mesmas entidades como sendo espécies por culturas tão distintas quanto ocidentais brancos e nativos da Nova Guiné, como relatado por Mayr na sua obra de 1988, demonstra como o nominalismo não é a melhor saída para o nosso problema. Qual a chance de culturas tão diferentes, espacialmente separadas por um oceano, chegarem exatamente às memas construções arbitrárias, ou seja, à delimitação de espécies idênticas? Eu diria que ínfima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    O nominalismo foi a base do pensamen&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;to biogeográfico do jesuíta Athanasius Kircher (1602-1680). Hoje quase uma anedota, Kircher pu&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;blicou uma descrição detalhada da Arca de Noé e de todos os compartimentos necessários para acomodar as 310 espécies de animais que ele reconhecia. Esse número é pequeno, mesmo para a época (século XVII), pois se sabia que a diversidade biológica existente era muito maior. Para Kircher, a linguagem natural era a linguagem divina. Na sua obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arca Noë&lt;/span&gt;, de 1675, ele tentou explicar o grande número que teri&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;a aparecido após o dilúvio universal através da existência de “cópula promíscua” (hibridação) entre as espécies animais que foram escolhidas por Noé para sua arca, apoiado no conceito nominalista de espécie. Dur&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ante os 40 dias e 40 noites que a arca de Noé ficou à deriva, os mais extraordinários intercursos sexuais do mundo animal devem ter acontecido. O leopardo (cujo nome latino é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;leopardus&lt;/span&gt;), por exemplo, seria o &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;resultado do cruzamento entre o leão (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;leo&lt;/span&gt;) e a pantera (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;pardus&lt;/span&gt;). À junção dos nomes do leão e da pantera corresponderia o nome do leopardo. Esse cruzamento é até fácil de ser aceito. Díficil é pensar na cópula entre um camelo e uma pantera, que originaria, nas palavra de Kircher, o "camelopardo" ou girafa, ou no sexo dantesco entre um camelo e um pardal, que resultaria em um avestruz...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SorWdylwn9I/AAAAAAAAAg8/g0K9rHC4UuI/s1600-h/Kircher2.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 176px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SorWdylwn9I/AAAAAAAAAg8/g0K9rHC4UuI/s400/Kircher2.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371341312877436882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Talvez o conceito de espécie mais aceito, especialmente fora da academia, seja o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;biológico.&lt;/span&gt; Ele é ensinado desde o ensino fundamental e está arraigado em nossa percepção sobre o assunto. Dizemos que dois indivíduos são de uma mesma espécie se, ao cruzarem, tiverem descendentes também aptos à reprodução. O grande popularizador do conceito biológico foi o já citado Mayr mas ele não foi o primeiro a descrevê-lo. Quem o fez foi naturalista britânico John Ray (1635-1672). Trabalhando com plantas no seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Historia plantarum&lt;/span&gt; (1686-1704), para Ray, se dois ou mais indivíduos se originavam das sementes de uma mesma planta, eles seriam da mesma espécie, não importando o quanto de variação apresentassem. Muito mais próximo do conceito biológico moderno esteve o aristocrata francês George-Louis Leclerc, Conde de Buffon (1707-1788), que foi superintendente do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le Jardim du Roi&lt;/span&gt; (Jardim do Rei). No curso dos 44 volumes da sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Histoire Naturelle&lt;/span&gt; (História Natural), Buffon fez vários comentários - por vezes de forma confusa e contraditória - a respeito da sua concepção de espécie. Para ele, dois animais pertenceriam à mesma espécie se, através da cópula, eles pudessem se perpetuar; seriam de espécies diferentes se fossem incapazes de produzir filhotes. Segundo ele, no segundo volume do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Histoire&lt;/span&gt;, "Saber-se-á que a raposa é uma espécie diferente do cachorro se for provado o fato de que, a partir do cruzamento de um macho e uma fêmea desses dois tipos de animais, nenhuma prole nascer; e mesmo que daí nasça uma prole híbrida, um tipo de mula, isso seria suficiente para provar que a raposa e o cachorro não são da mesma espécie - contanto que essa mula seja estéril. Assumimos que, para que uma espécie seja constituída, há necessariamente reprodução contínua, perpétua e invariável". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Para a perspectiva biológica, portanto, uma espécie corresponderia a um grupo de populações naturais que podem cruzar entre si e que permanecem reprodutivamente isoladas de outros grupos. Uma nova espécie adquire isolamento reprodutivo como resultado de um processo de especiação, que só se realiza quando da aquisição, por parte dessa espécie, de um novo, estabilizado e integrado genótipo (o conjunto de genes de um indivíduo), que a possibilitará adquirir, em grande parte dos casos, também um modo de vida particular no seu habitat.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Os mecanismos de isolamento de uma espécie funcionariam como instrumentos de proteção da integridade dos genótipos - sem eles, o cruzamento entre espécies diferentes levaria ao esfacelamento do equilíbrio dos genótipos, que seriam rapidamente extirpados pela seleção natural. A coesão interna das espécies é continuamente reforçada pelo cruzamento. Organismos que pertencem a uma espécie são parte da espécie, não membros dela (uma vez que a espécie, nesse sentido, não é uma classe). A compatibilidade de genótipos de parceiros co-específicos – documentada pela produção de novos genótipos viáveis na sua prole – indica que a população dessa espécie tem o tipo de “harmonia interna” que se esperaria encontrar em partes de um sistema único.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Todos sabem que as espécies não estão soltas no espaço. Elas localizam-se espaço-temporalmente, ocorrendo em locais e períodos específicos. Dentro dessa localização espaço-temporal, espécies correspondem a conjuntos contínuos de organismos, como comentara Buffon no século XVIII. Após o estabelecimento da teoria da evolução no século XIX, ficou clara que a continuidade entre as espécies era decorrente da sua conexão histórica (uma vez que todas as espécies compartilhariam um ancestral comum em algum nível). É interessante notar que o conceito biológico de espécie adequa-se bem à perspectiva da descendência com modificação preconizada pela teoria evolutiva. Nada aqui lembra o idéario platônico de essências fixas e transcendentais já que, se as espécies realmente portassem tais essências, a evolução gradual seria impossível. O fato da evolução mostra que as espécies não têm essências. Sendo assim, espécies podem ser caracterizadas pela presença de variação de organismos dentro de uma população, variação na distribuição geográfica das populações e variação no tempo (evolução).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Apesar do conceito biológico de espécie funcionar para grande parte dos grupos biológicos, com especial ênfase em animais que se reproduzem apenas de forma sexuada, ele encontra problemas quando da definição de bactérias - que trocam material genético livremente, umas com as outras, através de processos de transferência horizontal de porções do DNA -, protistas, vírus ou plantas (muitas das quais formam híbridos reprodutivamente aptos). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Segundo o conceito &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;evolutivo&lt;/span&gt;, uma espécie é uma linhagem (uma seqüência de populações ancestrais-descendentes) que evolui separadamente, mantendo sua identidade, a partir de outras espécies. Como característica especial, ela possui tendências evolutivas - o que quer que isso signifique - e destino histórico particulares. Esse conceito foi modificado de idéias de George Gaylord Simpson (1902-1984) e E.O. Wiley, e é utilizado especialmente na paleontologia e também por sistematas que fazem análises filogenéticas. Como aponta Mayr no seu livro de 1988, a definição evolutiva de espécie utiliza termos vagos. O que significaria “manter sua identidade”? Isso implicaria na manutenção das barreiras geográficas? E “tendência evolutiva”? Para muitos, eu estou entre eles, “tendências” só poderiam ser observadas em reconstruções históricas com base em um registro fóssil completo e, ainda assim, seriam meramente descrições da evolução de uma dada linhagem e de alguns dos seus atributos. E o que seria um “destino histórico” particular?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    Há uma profusão de outros conceitos. Alguns reconhecem que todas populações isoladas geograficamente constituem espécies distintas ou que uma espécie ancestral deixaria de existir a partir do momento em que uma noca espécie se originasse dela, remontando, de certa maneira, à sistemática filogenética de Willi Hennig (1913-1976). Para outros, uma espécie é a mais extensa unidade na economia natural na qual ocorre competição reprodutiva, por recursos genéticos, entre suas partes. Há ainda conceitos "aberrantes" como o de agamoespécie, exclusiva para grupos biológicos assexuais, como no caso da ocorrência de partenogênese em alguns animais e apomixia em plantas, quando se formam sementes sem fecundação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;    No parágrafo final do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Origem das espécies&lt;/span&gt;, Darwin disse que "há uma grandeza nessa visão da vida". Ele estava falando da sua perspectiva evolutiva de um mundo em constante modificação a partir de processos materialistas, que não necessitavam de nenhum tipo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus ex machina&lt;/span&gt; ou interventor sobrenatural. As muitas percepções sobre um único conceito, o de espécie, também cabem nessa visão grandiosa do mundo natural, uma visão científica que se baseia no teste de hipóteses e no levantamento de evidências que possam suportá-las. As descontinuidades presentes na natureza tornam óbvia a existência de espécies como entidades naturais. Identificá-las, no entanto, não é tão simples. Cabe à ciência, a partir de trabalho árduo e contínuo, criar formas de descortinar toda a sutileza do mundo natural. Conhecer a natureza das espécies é passo essencial para respondermos à célebre pergunta: "De onde viemos?".  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-4272792492573551578?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/4272792492573551578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=4272792492573551578' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/4272792492573551578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/4272792492573551578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/08/sobre-conceitos-de-especie.html' title='Sobre conceitos de espécie'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SorWdylwn9I/AAAAAAAAAg8/g0K9rHC4UuI/s72-c/Kircher2.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-779729626117606551</id><published>2009-08-06T17:49:00.010-03:00</published><updated>2009-09-17T17:48:22.441-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homologia'/><title type='text'>Homologias</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;" &gt;“O que o cientista observa é sempre uma diminuta parcela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;" &gt;no vasto campo dos possíveis objetos de observação”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Sir&lt;/span&gt; Peter Medawar, Prêmio Nobel de medicina e fisiologia de 1960&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O conceito de homologia é a idéia central da biologia comparada. A primeira definição formal do termo vem do paleontólogo e anatomista britânico &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Sir&lt;/span&gt; Richard Owen (1804-1892), p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;ara quem homologia era “o mesmo órgão em diferentes animais sob uma variedade de formas”. Desde o século XIX, o conceito vem sendo discutido, revisado e redefinido. Para o ictiólogo brasileiro Mário de Pinna, do Museu de Zoologia da&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt; Universidade de São Paulo (refletindo uma linha de pensam&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;ento que remonta à Owen), homologia é correspondência entre partes. Essa definição, no entanto, é sintética demais e não suficiente para abarcar toda a complexidade do processo evolutivo, que tem na homologia seu &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;punctum saliens&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Antes de qualquer coisa, explicar homologia é tentar compreender algo “igual mas diferente”. Igual no sentido de compartilhamento de uma origem evolutiva comum (que pode estar escondida em processos de desenvolvimento compartilhados ou&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt; genes iguais), diferente no sentido de ter passado por um processo de descendência com modificação no tempo (a evolução). Como apresentar esse conceito sem sobrecarregar as sinapses dos alunos interessados em entender a natureza e sua diversidade? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Mais do que os problemas relativos à própria definição de homologia, ainda esbarramos com uma barreira invisível perpetuamente presente: a lin&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;guagem. É óbvio que ela não foi criada em um contexto evolutivo, trabalhando muito mais com analogias do que com homologias. Crescemos utilizando os mesmos termos para estruturas muito diferentes, que nem sempre tem uma relação próxima a não ser pela função aparente que apresentam. As asas são um exemplo claro disso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;: existem asas de aves, de pterossauros, de morcegos, de insetos, de aviões e da imaginação. É o mesmo termo empregado em situações muito distintas. Isso vale para as pernas de cadeiras, de elefantes, de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Homo sapiens&lt;/span&gt;, de artrópodes... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Outros fatores ajudam a complicar ainda mais a tarefa dos biólogos. Algumas características presentes em grupos tão distintos quanto lagostins e peixes têm um fundo genético comum – o sistema nervoso de ambos (pertencentes, resp&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;ectivamente, aos Arthropoda e aos Vertebrata) baseia-se na expressão de um complexo de dois genes homeóticos que são os mesmos nos dois grupos, mudando apenas o seu nome. É correto, portanto, dizer que o sistema nervoso nos artrópodes e nos vertebrados é homólogo? Eles têm uma origem evolutiva compartilhada, pelo menos em algum ponto da sua história, uma vez que os genes são os mesmos. No entanto, o último ancestral comum de artrópodes e vertebrados é o ancestral comum de todos os animais com simetr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;ia bilateral, que provavelmente não tinha um sistema nervoso tão complexo quanto o apresentado pelos grupos recentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Como resolver essa questão? Para apresentar o mun&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;do vivo em uma perspectiva evolutiva, o significado de sinapomorfias – características presentes em dois ou mais organismos e herdadas do seu ancestral comum mais recente – e homoplasias – similaridades entre organismos não herdadas do seu ancestral comum mais recente – precisa ser enfatizado. Uma maneira de apresentar o que é homologia e o que é homoplasia na sala de aula baseia-se na idéia de que propostas individu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;ais de homologia interagem umas com as outras, já que esse é um conceito comparativo por definição. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Homologia em etapas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Diferentemente do que estamos acostumados a pensar, uma hipótese de homologia sempre envolve dois passos. Há uma série de critérios para o reconhecimento inicial de uma homologia: diz-se que duas estruturas presentes em organismos diferentes são homólogas se têm forma semelhante, se ocupam posição equivalente ou se seguem o mesmo padrão de desenvolvimento (se são, por exemplo, derivados do mesmo grupo de células presentes no embrião). Essa primeira proposta, que alguns chamam de homologia primária, reflete a expectativa de que as partes consideradas são correspondentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A etapa seguinte é um pouco mais complicada e demanda a análise comparativa entre as hipóteses de homologia levantadas anteriormente. Quando uma delas sugere o mesmo tipo de relação de parentesco que outras, diz-se que são congruentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Vamos supor que levantemos as seguintes hip&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;óteses de homologia primária ao estudar artrópodes e cicloneurálios (grupo que inclui nematódeos e priapulídeos, entre outros): (1) presença de apêndices locomotores articulados, (2) presença de cabeça, tórax e abdômen, (3) presença de sistema nervoso central ao redor do tubo digestório, (4) presença de probóscide com espinhos, (5) presença de troca periódica da cutícula, e (6) presença de segmentos. A hipótese (1) sugere que todos os animais que tenham apêndices locomotores articulados - os artrópodes - formam um grupo natural; (2) sugere que todos os animais que têm o padrão de tagmose cabeça+tór&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;ax+abdômen - os artrópodes - formam um grupo natural; (3) sugere que todos os animais que têm sistema nervoso periesofágico - os cicloneurálios - também formam um grupo natural; (4) sugere que os animais com probóscide portando espinhos - os cicloneurálios - formam um grupo natural; (5) sugere que os animais que fazem muda do exoesqueleto - os ecdisozoários, isto é, artrópodes mais cicloneurálios - forma um grupo natural; e, finalmente, (6) sugere que os animais com segmentos formam um grupo natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SntDgnWAr8I/AAAAAAAAAgk/SPxL2R6ZIaY/s1600-h/Cladograma+Ecdysozoa.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366957608538255298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 252px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SntDgnWAr8I/AAAAAAAAAgk/SPxL2R6ZIaY/s400/Cladograma+Ecdysozoa.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Como visto, as hipóteses de homologia primária (1) e (2) suportam a idéia de que os artrópodes compõem um grupo natural (também chamado de grupo monofilético ou clado); (3) e (4) suportam a existência de um clado composto pelos cicloneurálios; (5) é característica comum ao clado Ecdysozoa. (1) e (2) são hipóteses congruentes entre si, assim como (3) e (4). (5) reúne Arthropoda e Cycloneuralia em um grande grupo monofilético, os Ecdysozoa (Figura 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;E (6)? Bem, a distribuição da homologia primária representada por (6) causa um certo problema. Dentre os animais examinados nessa nossa análise, apenas os artrópodes e os Kynorhyncha (um dos cicloneurálios) têm segmentação. Assim, (6) sugeriria a fusão de Arthropoda e Kynorhyncha em um clado, o que é incongruente com as hipóteses (3) e (4). Dessa forma, dizemos que a presença de segmentação surgiu duas vezes entre os grupos analisados, uma vez no ancestral comum de todos os artrópodes e uma vez em Kynorhyncha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Quando hipóteses de homologia primária SÃO congruentes entre si - (1) e (2) ou (3) e (4) - dizemos que elas são atributos modificados do ancestral comum dos grupos em questão e compartilhados por todos os seus descendentes. Na terminologia técnica, essas hipóteses de homologia são sinapomorfias. Quando hipóteses de homologia primária NÃO SÃO congruentes entre si - (6) em relação a (3) e (4) - dizemos que elas surgiram de forma independente durante a evolução dos grupos estudados. Tecnicamente, essas homologias primárias são homoplasias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O que isso nos diz a respeito do processo evolutivo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Homologias profundas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Nos últimos anos, um dos ramos de estudo da biologia evolutiva que mais têm fornecido informações para compreendermos como se deu o processo de descendência com modificação dos organismos é a biologia evolutiva do desenvolvimento (comentada anteriormente &lt;a style="FONT-WEIGHT: bold" href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/05/evo-devo.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a style="FONT-WEIGHT: bold" href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/04/o-que-e-evo-devo.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Ela é especialmente importante para a identificação do que podemos chamar de homologias profundas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;É de praxe considerarmos que homoplasias em cladogramas são ruídos ou erros, e que devem ser extirpadas antes que firam alguém ou que provoquem algum estrago irreparável. Essa visão ortodoxa vem sendo desafiada com a descoberta de genes controladores do desenvolvimento, como genes &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Hox&lt;/span&gt;, compartilhados por grupos tão distintos quanto planárias, insetos e peixes. Esses genes, muitas vezes podem desencadear cascatas de expressão de outros genes responsáveis por características como segmentação, apêndices locomotores ou olhos. Para a expressão tanto do coração de um gato quanto das bombas do sistema circulatório de uma borboleta, o mesmo gene é fundamental - no caso, o gene conhecido como &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Tinman&lt;/span&gt; ("homem de lata", em referência ao personagem do Mágico de Oz que procura por um coração). Se formos comparar diretamente, diríamos que a presença de coração em insetos e vertebrados é uma característica homoplástica, que surgiu de forma convergente, porque não seria de se esperar que insetos e vertebrados compusessem um grupo natural, pelo menos não com base em uma série de outras hipóteses de homologia primária que podem ser listadas. Assim, "presença de coração" é uma hipótese de homologia primária que pode ser chamada de homoplasia. Mesmo assim, o arcabouço gênico responsável pela expressão de um coração nos dois grupos citados é o mesmo. É o mesmo gene! "Presença de coração" é uma homologia profunda. No exemplo citado acima, a presença de segmentação, que é uma característica surgida duas vezes na nossa árvore, também é um caso de homologia profunda, já que os complexos de genes relacionados à expressão de segmentos verdadeiros são fundamentalmente os mesmos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Evolução como bricolagem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;/span&gt;Muitos desconfiam de que a evolução não seria suficiente - ou não teria o tempo necessário - para originar toda a diversidade orgânica que podemos ver no planeta. Essas opiniões por vezes baseiam-se na visão de que toda característica que aparece em um grupo deve estar relacionada ao surgimento de um gene novo. Bobagem! A evolução deve ser vista muito mais como um processo de rearranjo de uma base gênica comum do que um processo de aparecimento de novos genes. A evo-devo tem mostrado que uma grande quantidade de genes compartilhada pelos animais (há poucos trabalhos nessa linha utilizando plantas e menos ainda com outros grupos biológicos) deve ter surgido há muito tempo na história, talvez há 600, 700 ou 800 milhões de anos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Para que essa idéia de processo evolutivo fique mais clara, é importante que o levantamento de homologias seja compreendido sempre como um processo em dois estágios. Dessa forma, pode-ser identificar quais características foram herdadas do ancestral comum mais recente dos grupos sob escrutínio (as sinapomorfias) e quais surgiram de forma independente (as homoplasias). Homoplasias não são necessariamente erros! Sua análise aprofundada pode revelar a existência de homologias profundas, o que demonstra que a evolução NÃO é um processo simples como representado em textos clássicos. Há mais do que apenas o surgimento de características e seleção das “mais vantajosas”... Esse é um passo importante para entendermos o processo evolutivo como um procedimento em que algumas das peças do jogo existem há muito tempo e vem sendo recombinadas e modificadas em um processo contínuo que vai durar enquanto existirem seres vivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-779729626117606551?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/779729626117606551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=779729626117606551' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/779729626117606551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/779729626117606551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/08/homologias-e-ideia-de-evolucao-como.html' title='Homologias'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SntDgnWAr8I/AAAAAAAAAgk/SPxL2R6ZIaY/s72-c/Cladograma+Ecdysozoa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-8099833019647104328</id><published>2009-07-02T12:36:00.011-03:00</published><updated>2009-07-02T12:50:27.405-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dinossauros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hennig'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='elos perdidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sistemática'/><title type='text'>Que os elos permaneçam perdidos!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Muito se fala a respeito de elos-perdidos. Esse talvez seja um dos maiores clichês utilizados pela grande mídia ao tratar da teoria da evolução, especialmente no contexto da descoberta de um novo fóssil de um grupo taxonômico importante. Há pouco, em março do presente ano, foi publicada a descrição de um novo anomalocarídeo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hurdia victoria&lt;/span&gt;, uma espécie aparentada aos gigantes predadores dos mares do Cambriano, os &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Anomalocaris. Pela proximidade evolutiva, os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hurdia &lt;/span&gt;podem ser considerados artrópodes (ou pelo menos pertencentes a um possível grupo-irmão&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; de Arhtropoda, os Lobopoda). As notícias dos jornais não costumam ser assim tão contidas: muitos tomaram os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hurdia &lt;/span&gt;como um novo "elo-perdido" da evolução dos animais com apêndices locomotores &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;articulados e exoesqueleto rígido. Apesar de disseminados, a utilização desses lugares-comuns é oriunda principalmente do desconhecimento, por parte dos jornalistas, de alguns dos fundamentos da teoria da evolução, particularmente da sistemática filogenética, a principal ferramenta&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; utilizada para sistematizar o &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;conhecimento biológico em diagramas hierárquicos que re&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;fletem o processo d&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;e descendência com modificação a partir de um ancestral comum (uma pequena provocação: talvez não tenha sido assim tão ruim a desregulamentação da profissão de jornalista - pelo menos isso abre a possibilidade teórica do jornalismo científico ser feito por quem entende pelo menos um tanto sobre o que está falando...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Por que não existem elos-perdidos? Alguém pode dizer, com um sorriso amarelo, que quando um elo-perdido é encontrado, ele deixa de ser perdido para ser el&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;o-encontrado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkzUcMD_1RI/AAAAAAAAAf8/j2afgDHlEWI/s1600-h/cladograma+1+com+fig.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 312px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkzUcMD_1RI/AAAAAAAAAf8/j2afgDHlEWI/s400/cladograma+1+com+fig.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353887637776094482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Quando os organismos são di&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;spostos em cladogramas - árvores evolutivas resultantes de análises filogenéticas - apenas as&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; relações colaterais de parent&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;esco são reveladas. Um cladograma &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;resolvido que apresenta três grupos terminais, com&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;o o da figura 1, só pode ser interpretado da seguinte &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;maneira: o grupo A é mais próxi&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;mo do grupo B em relação ao grupo C. Em um contexto evolutivo, pode-se dizer que A e B compartilham um ancestral comum exclusivo não compartilhado com C. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Analisando uma hipótese simplificada para o posicionamento do gênero extinto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hurdia&lt;/span&gt;, percebe-se que ele está próximo aos Panarthropoda, grupo formado por artrópodes, tardígrados e onicóforos (Figura 2). No entanto, os Arthropoda são mais próximos de Onycop&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;hora e Tardigrada do que de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hurdia&lt;/span&gt;. Nesse sentido, Panarthropoda tem um ancestral comum exclusivo não compartilhado por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hurdia&lt;/span&gt;. Em nenhum momento o raciocínio foi "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hurdia &lt;/span&gt;é o elo-perdido dos Arthropoda" ou "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hurdia &lt;/span&gt;é o ancestral dos Arthropoda&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;". Na biologia evolutiva, nunca se pode delimitar um ancestral com certeza. O ancestral é SEMPRE uma hipótese! O ance&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;stral é SEMPRE hipotético! Independentemente da quantidade de informações disponíveis, não somos aptos a determinar, de forma peremptória ou definitiva, se um determinado grupo foi o ancestral de qualquer outro grupo. Os fósseis, assim, sujeitam-se aos mesmos limites d&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;e interpretação dos organismos vivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkzUk_4aEVI/AAAAAAAAAgE/JrjhcXUNLeM/s1600-h/cladograma+2+com+fig.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 298px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkzUk_4aEVI/AAAAAAAAAgE/JrjhcXUNLeM/s400/cladograma+2+com+fig.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353887789125079378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;No período entre os primeiro&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;s levantes da teoria sintética da ev&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;olução (em meados dos anos 1930) até o lançamento, em 1966, do&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; Phylogenetic Systematics (Sistemática Filogenética) do entomólogo alemão Willi Hennig (1913-1976), imperou na biologia um&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;a escola de pensamento sistemático chamada Taxonomia Evolutiva ou Taxonomia Clássica. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Seu principal representante foi o ornitólogo Ernst Mayr (1904-2005). Para os taxonomistas clássicos, as árvores evolutivas poderiam representar as relações de ancestral-descendentes – Charles Darwin (1809-1882) pensava dessa forma, o mesmo valendo para o criador do termo filogenia&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;, o alemão Ernst Haeckel (1834-1919). Para Mayr, não seria errado dizer que os Hurdia correspondem ao grupo ancestral do Panarthropoda. A sistemática filogenética demonstrou que essa interpretação está incorreta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Um exemplo clássico, utilizando o grupo de es&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;tudo de Mayr, pode ilustrar bem o problema. Talvez um dos fósseis mais famosos do mundo, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Archaeopteryx lithographica &lt;/span&gt;é tido como a ave mais antiga dentre todas as conhecidas. O primeiro espécime fóssil de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A. lithographica &lt;/span&gt;foi descoberto em 1861, na formação Solnhofen (sul da Alemanha), proveniente de rochas do período Jurássico, de 150 milhões de anos de idade. Foi um achado extra&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ordinário. Em uma mesma espécie, apareciam características típicas dos répteis tradicionais juntamente com atributos exclusivos das aves! O espécime apresentava bi&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;co com dentes, estrutura esquelética em parte semelhante a do grupo dos lagartos, cobras e tartarugas e em parte a dos pássaros modernos, e penas (!). O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Archaeopteryx &lt;/span&gt;era um candidato óbvio a elo-perdido entre os répteis e as aves. E assim foi tratado por muito tempo. Hoje sabe-se que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Archaeopteryx &lt;/span&gt;é o grupo-irmão das aves recentes e compartilha com elas um ancestral comum exclusivo. Atentem para o que foi dito: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Archaeopteryx &lt;/span&gt;é grupo-irmão das aves recentes, não o ancestral do grupo (Figura 3).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkzXD8xQK9I/AAAAAAAAAgc/miJOIR5aZfo/s1600-h/cladograma3+com+fig.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 372px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkzXD8xQK9I/AAAAAAAAAgc/miJOIR5aZfo/s400/cladograma3+com+fig.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353890519888964562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Há uma sér&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ie de argumentos que justificam o porque da impossibilidade de se imputar o status de ancestral a qualquer espécie, fóssil ou recente. Alguns são de uma simplicidade flagrante. Sabemos que, para cada espécie animal viva (são mais ou menos um milhão de espécies animais descritas), provavelmente existiram outras 100. Isso significa que, desde a aurora dos metazoários, há cerca de 600 milhões &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;de anos, devem ter passado pelo nosso planeta em torno de 100 milhões de espécies. Dessas, apenas uma parcela ínfima foi pres&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ervada nas rochas sob a forma de fósseis. O processo de fossilização não é trivial, por isso as descobertas paleontológicas, resultado de trabalho cuidadoso e detalhado, são quase sempre aclamadas, pela menos na comunidade acadêmica. É possível que no Jurássico tenham existido outras proto-aves, diferentes do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Archaeopteryx&lt;/span&gt;, que não tiveram a oportunidade de se ver impressas na rocha. Em suma, muitas espécies não se fossilizaram. O que nos garante que uma dessas espécies não foi, de fato, a ancestral das aves recentes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Façamos um experimento mental. O cenário é o seguinte: há um berçário com cinco bebês, sendo observados por três adultos. Esses adultos são duas enfermeiras e um médico. Os pais dos cinco bebês estão do lado de fora do berçário, ansiosos para abraçarem e beijarem seus rebentos queridos. Mas, de repente, uma catástrofe de proporções apocalípticas toma conta do planeta. É a vingança das plantas! Os cinco bebês e os trê&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;s adultos do berçário são engolidos pela seiva de uma árvore monstruosamente gigante que fazia sombra à toda a cidade (não só ao hospital). Eles estão agora envoltos em âmbar. Os pais são esmagados por um galho e, pouco tempo depois, são comidos por chacais, seus restos se decompondo pela ação de fungos e bactérias. Toda a humanidade perece em questão de semanas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Milhões de anos se passam. No futuro longínquo, alienígenas paleontólogos descobrem aquele cenário fossilizado. Como foram encontrados adultos perto dos bebês, eles automaticamente consideram esses adultos como os progenitores (os ancestrais) dos recém-nascidos. Parece lógico, mas não é. Os pais verdadeiros (os verdadeiros ancestrais) não se fossilizaram! Se formos montar uma genealogia com os fósseis encontrados, o máximo que poderíamos dizer é que os adultos são mais próximos dos bebês em relação a outro grupo distantemente relacionado - e nem isso seria absolutamente certo. Se a identidade dos três adultos fossilizados fosse desconhecida, poderíamos interpretá-los como os pa&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;is das crianças. No entanto, dizer isso com certeza seria leviano. Da mesma forma que os pais não ficaram preservados no âmbar, talvez os verdadeiros ancestrais das aves também não se fossilizaram. Isso vale para qualquer grupo biológico posto s&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ob escrutínio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A sistemática filogenética é um método elegante e poderoso porque ele reflete a própria natureza do pensamento científico. Os cladogramas procuram reconstruir as relações de parentesco sem perder de vista a idéia de que o que fazemos é postular hipóteses, com base em evidências, sobre como se deu a evolução desse ou daquele grupo. Essas hipóteses podem ser modificadas à luz de novas evidências ou de outras hipóteses com m&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;aior poder explanatório. A idéia de encontrar elos-perdidos pode resultar em uma boa manchete de jornal, e até ajudar a vender alguns exemplares para incautos transeuntes, mas passa longe do que podemos considerar boa ciência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkzVFfFkReI/AAAAAAAAAgU/Ug39hS_ruZ0/s1600-h/berlin2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 335px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkzVFfFkReI/AAAAAAAAAgU/Ug39hS_ruZ0/s400/berlin2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353888347257587170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Post-scriptum&lt;/span&gt;: Informações complementares sobre alguns dos tópicos discutidos acima podem ser encontradas em:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;- Daley, A.C., Budd, G.E., Caron, J.-B., Edgecombe, G.D. &amp;amp; Collins, D. 2009. The Burgess Shale Anomalocaridid Hurdia and Its Significance for Early Euarthropod Evolution. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Science&lt;/span&gt;, 323, 1597-1600.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;- Gould, S.J. 1989 (1990) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vida maravilhosa&lt;/span&gt;. Companhia das Letras, São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;- Prum, R.O. &amp;amp; Brush, A.H. 2003. A controvérsia do que veio primeiro, penas ou pássaros? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scientific American Brasil &lt;/span&gt;(11).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;- Santos, C.M.D. 2008. Os dinossauros de Hennig: sobre a importância do monofiletismo para a sistemática biológica. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scientiae Studia&lt;/span&gt;, v. 6, p. 179-200.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-8099833019647104328?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/8099833019647104328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=8099833019647104328' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/8099833019647104328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/8099833019647104328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/07/que-os-elos-permanecam-perdidos.html' title='Que os elos permaneçam perdidos!'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkzUcMD_1RI/AAAAAAAAAf8/j2afgDHlEWI/s72-c/cladograma+1+com+fig.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-240250898661252979</id><published>2009-06-26T20:17:00.014-03:00</published><updated>2009-07-03T19:47:35.464-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><title type='text'>Gato, esse incompreendido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkVYp5_PWqI/AAAAAAAAAfk/YtEZ2bmB4NQ/s1600-h/NAOMEXERNASCORES-2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkVYp5_PWqI/AAAAAAAAAfk/YtEZ2bmB4NQ/s400/NAOMEXERNASCORES-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351781209163651746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tenho três gatos (minha mulher insiste que esse número tem que aumentar mas ainda não estou plenamente convencido disso): Titilo, Brigite e Yuki. O Titilo é um gato bonachão, gordo e carinhoso; a Brigite é austera, séria e cheia de particularidades adoráveis; a Yuki... bem, a Yuki é indescritível! São todos muito caseiros, preferindo um pufe velho a uma vi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;sita à garagem. Apesar de um grande número de características compartilhadas com os demais felinos, os gatos domésticos também apresentam uma série de atributos que os fa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;zem especiais, tanto para quem gosta dos bichanos quanto para os que querem entender um pouco da sua história evolutiva. &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gatos domésticos são mamíferos da família Felidae. Os primeiros carnívoros semelhantes aos felinos apareceram no Oligoceno (Cenozóico, a era mais recente quando olhamos a tabela do tempo geológico), há aproximadamente 35 milhões de anos. A subfamília Felinae, que reúne os gatos viventes, originou-se no Mioceno (cerca de 9 milhões de anos atrás) e tornou-se um dos grupos de mamíferos carnív&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;oros de maior sucesso no planeta. Hoje em dia, podem ser encontrados em todos os continentes, exceto na Antártida. Atualmente, quatro linhagens de Felidae distribuem-se nas suas prováveis regiões de origem: a linhagem do gato de Borneo e a dos leopardos (na região Oriental), os caracals (na África) e as jaguatiricas (na região Neotropical). Além dessas linhagens endêmicas, há outras espalhadas pelos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;diferentes continentes: guepardos, pumas, panteras, jaguares, leões, gatos selvagens e gatos domésticos. No entanto, nem sempre esses nomes são utilizados de forma não ambígua na literatura especializada e há uma linha tênue entre a definição de uma e outra espécie. A ampla distribuição de alguns grupos, além disso, pode ter permitido um gra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;nde fluxo gênico entre agrupamentos filogeneticamente aparentados, o que contribui para que os limites entre as vá&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;rias linhagens de felinos se assemelhe a um borrão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma das questões que mais atormenta os evolucionistas diz respeito à origem da domesticação nos grupos animais. A questão da seleção artificial de linhagens com o objetivo de ressaltar determinados atributos úteis para o homem foi uma das principais linhas de argumentação utilizadas por Charles Darwin no “Origem das espécies”, lançado em 1859. Criadores vêm selecionando características animais provavelmente desde a aurora da nossa espécie. Esse processo é, em geral, análogo à &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;seleção natural de variedades pré-existentes, responsável, juntamente com eventos aleatórios e mutações neutras, pela diversidade orgânica existente no planeta. Dentre todos os animais domesticados, o gato é o menos compreendido. Um estudo recente vem jogar alguma luz nessa controvérsia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkVY1jCuPFI/AAAAAAAAAfs/n2nYuvt9r6c/s1600-h/DSC_0316.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkVY1jCuPFI/AAAAAAAAAfs/n2nYuvt9r6c/s400/DSC_0316.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351781409162673234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É de am&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;plo conhecimento que os gatos convivem com nossa espécie desde pelo menos o Egito Antigo. Na mitologia egípcia, a deusa da fertilidade, protetora das mulheres grávidas, é Bastet, representada tradicionalmente como uma mulher com cabeça de gato (às vezes, apenas como um gato). Em Bubastis, centro de culto da deusa, no Delta do Nilo oriental, foram encontradas diversas múmias de felinos, que eram tratados em vida como seres sagrados.  Se os gatos foram primeiramente domesticados no Egito, a convivência entre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Homo sapiens&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Felis silvestris catus &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;remonta há algo em torno de 5000 anos. Uma descoberta arqueológica recente ampliou esse período em 4500 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi desenterrado na ilha de Chipre, 70 quilômetros ao sul da Turquia, um esqueleto de um gato morto aos oito meses de idade há 9500 anos. Isso seria um achado arqueológico pouco relevante se junto a ele não tivesse sido encontrado o corpo humano de um adulto com cerca de 30 anos, enterrado na mesma posição do felino, juntamente com ferramentas e utensílios de pedra. Ambos estavam na mesma posição. Aliado a isso, sabe-se que os gatos não são cipriotas de origem, o que significa que eles foram levados até a ilha, provavelmente como animais domésticos. Ou quase domésticos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Qualquer pessoa que tem um gato (ou vários), ou apenas gosta desses bichos, sabe que eles são plenos em idiossincrasias. Nós não afagamos um gato. Eles só aceitam os carinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;s quando querem. Foi Antonie Rivarol, escritor francês do século XVIII, quem disse: "O gato não nos acaricia; o que faz é acariciar-se em nós" (a literatura é plena de exemplos de aforismos “felinos”. Para o romancista norte-americano Mark Twain, “Se o homem pudesse ser cruzado com o gato, isto melhoraria o homem, mas deterioraria o gato". Jim Davis, o criador do Garfield, foi outro dos que capturou como poucos o que é ter um bichano em casa. Nas suas palavras: "Os gatos sabem o momento em que seus donos vão acordar - e os despertam dez minutos antes"). O que isso nos diz quanto à evolução desses animais? Muita coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkVZDNYtkgI/AAAAAAAAAf0/heA91IwS6jo/s1600-h/DSC_0260.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkVZDNYtkgI/AAAAAAAAAf0/heA91IwS6jo/s400/DSC_0260.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351781643867492866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cães e cavalos f&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;oram selecionados artificialmente por portar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;em inúmeros atributos interessantes ao homem. São animais que podem ser utilizados na caça ou no transporte, por exemplo. E os gatos? Os gatos não foram domesticados pelo homem. Na verdade, eles permitiram a domesticação! É claro que esse não é o raciocínio evolutivo mais correto, mas dá uma noção do que pode ter acontecido na história evolutiva dos Felidae. O que os evolucionistas têm interpretado é que, com o florescimento das sociedades e, conseqüentemente, com o aumento das aglomerações humanas, também deve ter aumentado a quantidade de lixo. Isso deve ter atraído ratos, abundantes também nas áreas de depósito de cereais e outros recursos alimentares. Se pensarmos em um cenário adaptativo, seria vantajoso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; para alguns grupos de gatos uma convivência pacífica com os humanos. Assim, eles teriam fontes abundantes de alimento, o que permitiria proles mais copiosas. Um cenário plausível para esses primeiros passos da domesticação felina é o Oriente Médio, na região do Crescente Fértil (que compreende Israel, Cisjordânia, Líbano, partes da Jordânia, da Síria, do Iraque, do Egito e do sudeste da Turquia).&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gatos têm sido nossos companheiros há mais de 9000 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Apesar dos meandros dessa domesticação ainda continuarem um tanto obscuros, novas descobertas têm permitido compreender melhor o que pode ter levado à nossa convivência tão próxima com esses animais. No convívio do dia-a-dia, é mais fácil entender o fascínio que sentimos por eles: ter sua atenção não é trivial; quando se consegue, percebe-se o que é o afeto verdadeiro e fiel.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As fotos que ilustram esse texto são de &lt;a href="http://patkiss.blogspot.com/"&gt;Patricia Kiss&lt;/a&gt;. Na ordem: Brigite, Titilo e Yuki.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Post scriptum&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;: há vários artigos interessantes sobre o tema. Alguns técnicos, outros para divulgação ampla. Segue uma pequena lista de referências que podem guiar os interessados:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Driscoll, C.A. Menotti-Raymond, M. Roca, A.L., Hupe, K. Johnson, W.E., Geffen, E., Harley, E.H., Delibes, M., Pontier, D. Kitchener, A.C., Yamaguchi, N. O’Brien, S.J. &amp;amp; Macdonald, D.W. 2007. The Near Eastern Origin of Cat Domestication. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Science&lt;/span&gt;, 317, 519-523.&lt;br /&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Driscoll, C.A., Clutton-Brock, J. Kitchener, A.C. &amp;amp; O’Brien, S.J. 2009. A longa (e incompleta) domesticação do gato. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scientific American Brasil&lt;/span&gt;, 86.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Driscoll, C.A., Macdonald, D.W., O’Brien, S.J. 2009. From wild animals to domestic pets, an evolutionary view of domestication. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;PNAS&lt;/span&gt;, 106, 9971–9978.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Johnson,W.E., Eizirik, E., Pecon-Slattery, J. Murphy, W.J., Antunes, A., Teeling, E. &amp;amp; O’Brien, S.J. 2006. The Late Miocene Radiation of Modern Felidae: A Genetic Assessment. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Science&lt;/span&gt;, 311, 73-77.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Pennisi, E. 2004. Burials in Cyprus Suggest Cats Were Ancient Pets. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Science&lt;/span&gt;, 304, 189.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Vigne, J.-D. Guilaine, J. Debue, K., Haye, L. &amp;amp; Gerard, P. 2004. Early Taming of the Cat in Cyprus. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Science&lt;/span&gt;, 304, 259.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-240250898661252979?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/240250898661252979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=240250898661252979' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/240250898661252979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/240250898661252979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/06/gato-esse-incompreendido.html' title='Gato, esse incompreendido'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SkVYp5_PWqI/AAAAAAAAAfk/YtEZ2bmB4NQ/s72-c/NAOMEXERNASCORES-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-7143790335490151261</id><published>2009-06-09T18:14:00.012-03:00</published><updated>2009-06-09T18:51:39.902-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biogeografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensino de ciências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigos'/><title type='text'>Artigos de Sistemática, Biogeografia, Evolução...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abaixo, segue a lista dos meus artigos publicados (até o momento. Espero inserir outras entradas com o passar do tempo...). Eles podem ser baixados em pdf e representam parte dos meus interesses nas ciências naturais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Biogeografia e Sistemática&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Amorim, D.S., &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849824/50a728c9/Amorim_Santos__Oliveira_SystEntomology2009.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&amp;amp; Oliveira, S.S. 2009. Allochronic taxa as an alternative model to explain circumantarctic disjunctions. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Systematic Entomology&lt;/span&gt;, v. 34, p. 2-9.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849818/723c3721/Santos2008_Entomobrasilis_Geographical_distribution_of_Tabanomorpha.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;2008. Geographical distribution of Tabanomorpha (Diptera, Brachycera): Athericidae, Austroleptidae, Oreoleptidae, Rhagionidae, and Vermileonidae. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;EntomoBrasilis&lt;/span&gt;, v. 1, p. 43-50.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/108603959/3fe7c1a9/Santos_2008_Dinossauros_de_Hennig.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;2008. Os dinossauros de Hennig: sobre a importância do monofiletismo para a sistemática biológica. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scientiae Studia&lt;/span&gt;, v. 6, p. 179-200.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849209/11b7b320/Santos__Amorim_2007.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &amp;amp; Amorim, D.S. 2007. Why biogeographical hypotheses need a well supported phylogenetic framework: a conceptual evaluation. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Papéis Avulsos de Zoologia &lt;/span&gt;(São Paulo), v. 47(4), p. 63-73.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849801/12fbbec4/santos2007_JBiogeog_Ancestral_areas.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;2007. On ancestral areas and basal clades. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Journal of Biogeography&lt;/span&gt;, v. 34, p. 1470-1471, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849811/be08f85/Santos2007_Darwiniana.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;2007. A0: Flawed assumption. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Darwiniana&lt;/span&gt;, v. 45(s), p. 39-41, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849807/fb981bf1/SantosFalaschi2007_Darwiniana.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&amp;amp; Falaschi, R. 2007. Missing data in phylogenetic analysis: comments on support measures. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Darwiniana&lt;/span&gt;, v. 45(s), p. 25-26.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849843/98991aec/Santos2005_JBiogeog_PAE.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;2005. Parsimony Analysis of Endemicity: time for an epitaph? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Journal of Biogeography&lt;/span&gt;, Inglaterra, v. 32, n. 7, p. 1284-1286.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ensino de Evolução e Ciências&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849202/86656aa8/SantosCalor2008_Using_the_logical_basis_of_phylogenetics.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&amp;amp; Calor, A.R. 2008. Using the logical basis of phylogenetics as the framework for teaching biology. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Papéis Avulsos de Zoologia &lt;/span&gt;(São Paulo), v. 48, p. 199-211, 2008.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849826/bea949e5/santoscalor2007cienciaensino1.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&amp;amp; Calor, A.R. 2007. Ensino de biologia evolutiva utilizando a estrutura conceitual da sistemática filogenética - I. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ciência &amp;amp; Ensino &lt;/span&gt;(UNICAMP), v. 1, p. 1-8.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849829/2e165474/santoscalor2007cienciaensino2.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&amp;amp; Calor, A.R. 2007. Ensino de biologia evolutiva utilizando a estrutura conceitual da sistemática filogenética - II. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ciência &amp;amp; Ensino &lt;/span&gt;(UNICAMP), v. 2, p. 1-8.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Calor, A.R. &amp;amp; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849822/b9c48dfc/CalorSantos2004_Filosofia_e_ensino_de_cincias.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;2004. Filosofia e o ensino de ciências: uma convergência necessária. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ciência Hoje&lt;/span&gt;, São Paulo, v. 210, 29-31.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Taxonomia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110846895/9c37d1c2/SantosAmorim2007_Zootaxa_Chrysopilus.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&amp;amp; Amorim, D.S. 2007. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chrysopilus&lt;/span&gt; (Diptera: Rhagionidae) from Brazil: redescription of &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chrysopilus fascipennis &lt;/span&gt;Bromley and description of eleven new species. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zootaxa &lt;/span&gt;(Auckland), v. 1510, p. 1-33.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849196/528caba1/Santos2006_Zootaxa_Neorhagio.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;2006. Description of two new species of &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Neorhagio &lt;/span&gt;(Diptera, Tabanomorpha, Rhagionidae), and remarks on a controversial female character. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zootaxa &lt;/span&gt;(Auckland), v. 1174, p. 49-62.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110850550/503b8f7e/Santos2005_Zootaxa_Atherimorpha.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;2005. First record of genus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atherimorpha&lt;/span&gt; (Diptera: Rhagionidae) in Brazil, with description of a new species. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zootaxa&lt;/span&gt; (Online),  v. 1021, p. 37-43.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Marques, A.C., Mergner, H., Höinghaus, R., &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/110849000/6befdfea/MarquesMergnerSantosetal2000_Cnidaria.html"&gt;SANTOS, Charles Morphy D.&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&amp;amp; Vervoort, W. 2000. Morphological study and taxonomical notes on Eudendriidae (Cnidaria: Hydrozoa: Athecatae / Anthomedusae). &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zoölogische Mededelingen&lt;/span&gt;, v. 74, n. 5, p. 75-118. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-7143790335490151261?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/7143790335490151261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=7143790335490151261' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/7143790335490151261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/7143790335490151261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/06/artigos-de-sistematica-biogeografia.html' title='Artigos de Sistemática, Biogeografia, Evolução...'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-6210595205536327695</id><published>2009-06-08T12:15:00.006-03:00</published><updated>2009-06-08T12:25:24.529-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gould'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='equilibrio pontuado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><title type='text'>Grande, feroz e ainda vivo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/Si0rvhxxa3I/AAAAAAAAAes/RMz9-7c354c/s1600-h/newsweekcover.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 243px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/Si0rvhxxa3I/AAAAAAAAAes/RMz9-7c354c/s320/newsweekcover.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344976428279622514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;“Eu não conheço resposta melhor que a epítome de um colega psicólogo: “grande, feroz e extinto” – em outras palavras, irresistivelmente ameaçadores mas basicamente seguros” S.J.Gould (1993)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Um dos meus heróis intelectuais é o paleontólogo Stephen Jay Gould (1941-2002). Ele foi dos&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; maiores divulgadores do evolucionismo da segunda metade do século XX, árduo defensor de uma visão materialista do mundo biológico, calcada nos trabalhos de Charles Darwin e dos evolucionistas que vieram depois dele. Gould não se afiliava totalmente à tradição neo-darwinista ortodoxa, representada por luminares como Ernst Mayr (1904-2005), Theodosius Dobzhansky (1900-1975) e George G. Simpson (1902-1984), pois a sua visão da evolução da vida dava muito mais peso ao componente estocástico. Para ele, eventos como extinções e&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;m massa - essencialmente aleatórias e não-previsíveis - teriam importância quase tão grande quanto a seleção natural de variedades pré-existentes, tida como o processo evolutivo fundamental para os proponentes da teoria sintética da evolução e por seus seguidores, como Richard Dawkins e outros ultra-darwinistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;O primeiro artigo que li de S.J.Gould intitulava-se Dinomania. Originalmente publicado na T&lt;span style="font-style: italic;"&gt;he New York Review of Books&lt;/span&gt; de 12 de agosto de 1993, esse texto foi traduzido para o português pela Folha de São Paulo no ano seguinte (ou no mesmo ano, não me lembro ao certo). A prosa gouldiana me impressionou. Seu estilo elegante, ainda que muitas vezes prolixo, parecia algo a ser tomado como referência para um trabalho futuro. Foi a partir daí que comecei a delinear minha futura carreira e perceber que eu trabalharia com algum aspecto das ciências naturais. Esse artigo foi republicado na sétima coletânea de ensaios de Gould, “Dinossauro &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;no palheiro”, originalmente lançada em 1995 sob o nome “Dinosaur in a Haystack”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Apesar de ser uma influência constantemente presente na minha visão de mundo científico e de ser um dos textos mais saborosos – senão o mais saboroso – entre todos os divulgadores científicos, S.J. Gould cometeu muitas falhas durante a sua carreira, foi intransigente, quase leviano, e um tanto personalista. Chegou a dedicar mais da metade de um dos seus livros ("Full House: the spread of excellence from Plato to Darwin", de 1996, traduzido aqui como "Lance de Dados", em 2001), pretensamente dedicado a sintetizar a história do pensamento evolutivo de Platão à Darwin, à análise de estatísticas de beisebol, um esporte que pouco diz à grande maioria do mundo civilizado fora do EUA e adjacências (com exceção talvez do Japão, Cuba e Venezuela). Por mais que as idéias de Gould sejam interessantes a esse respeito, é difícil chegar ao fim das suas 250 pá&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ginas sem um misto de desconforto e sensação de tempo desperdiçado. Richard Dawkins ironiza em um ensaio do seu “Capelão do Diabo” essa obra menor de Gould.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Outro ponto considerado por muitos como falho na carreira desse evolucionista foi seu feroz ataque ao darwinismo a partir do final dos anos 1970 até quase meados da década de 1980. Juntamente com seu colega paleontólogo Niles Eldredge, em 1973 Gould propôs a hipótese do equilíbrio pontuado. Em linhas gerais, a idéia era contrapor o processo evolutivo contínuo e gradual dos teóricos sintéticos da evolução ao registro fóssil, essencialmente lacunoso, e que mostra, no geral, modificações ocorrendo em curtos períodos de tempo geológico, seguidos de longos períodos de estase, com pouquíssimas alterações perceptíveis nas espécies. Gould chegou a proferir que o darwinismo estava morto em um trabalho publicado em 1980 na revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paleobiology&lt;/span&gt;. Essa demonstração de pretensão e arrogância obviamente não foi bem vista pela comunidade acadê&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;mica, o que dificultou a discussão isenta do equilíbrio pontuado como um processo alternativo (ou complementar) ao gradualismo darwiniano. Atualmente, há correntes que interpretam o equilíbrio pontuado como um gradualismo ocorrendo em curtos intervalos de tempo, seguidos por períodos longos em que as modificações se acumulariam, mas não se refletiriam em explosões de diversidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O discurso de Gould perdeu muito do caráter corrosivo a partir do final dos a&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;nos 1980, o que, &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/Si0sKiGeO6I/AAAAAAAAAe0/ty3Xn7f9PLs/s1600-h/simpsons.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 322px; height: 242px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/Si0sKiGeO6I/AAAAAAAAAe0/ty3Xn7f9PLs/s400/simpsons.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344976892222913442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;em conjunto com o sucesso de seus livros e a popularização da paleontolo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;gia&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; através de filmes como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jurassic Park&lt;/span&gt; (que foi o mote do ensaio Dinomania supracitado), transformaram-no em um ícone pop, levando-o inclusive a aparecer no desenho Simpsons. Is&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;so não significa que as controvérsias e polêmicas cessaram: poucos meses depois da sua participação na série animada, Gould se viu imiscuído a uma polêmica com autores do quilate de Daniel Dennet e Dawkins, acerca da sua crítica exacerbada ao que ele chamou de fundamentalismo darwinista, representado por aqueles que resumiam TODA a evolução como a ocorrência de adaptação via seleção natural.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, S.J Gould morreu aos 60 anos de idade, em decorrência de um câncer de pulmão que foi seu adversário por mais de duas décadas. Deixou uma obra fascinante, longa, abrangente, que merece ser lida com isenção e analisada por qualquer pessoa que se interesse pelas labirínticas maravilhas da vida e do pensamento humano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-6210595205536327695?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/6210595205536327695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=6210595205536327695' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/6210595205536327695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/6210595205536327695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/06/grande-feroz-e-ainda-vivo.html' title='Grande, feroz e ainda vivo'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/Si0rvhxxa3I/AAAAAAAAAes/RMz9-7c354c/s72-c/newsweekcover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-1276789263499945623</id><published>2009-05-29T15:38:00.005-03:00</published><updated>2009-05-29T15:51:51.286-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dinossauros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hennig'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História da ciência'/><title type='text'>Os dinossauros de Hennig</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SiAuYjT0Z7I/AAAAAAAAAd8/Tqd9tDeFPVU/s1600-h/DevilDinosaurOmnibusHC.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 257px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SiAuYjT0Z7I/AAAAAAAAAd8/Tqd9tDeFPVU/s400/DevilDinosaurOmnibusHC.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341320157391513522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acabou de sair um artigo meu discutindo alguns aspectos da história da sistemática biológica e da importância do conceito de monofiletismo para a prática de organizar e classificar a natureza. O pdf do artigo, publicado na revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scientiae Studia&lt;/span&gt;, pode ser baixado &lt;a href="http://www.4shared.com/file/108603959/3fe7c1a9/Santos_2008_Dinossauros_de_Hennig.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A referência completa é:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Santos, C.M.D. 2008. Os dinossauros de Hennig: sobre a importância do monofiletismo para a sistemática biológica. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scientiae Studia&lt;/span&gt;, 6(2), 179-200.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Abaixo segue o resumo do artigo:&lt;br /&gt;A sistemática biológica é o ramo das ciências naturais que lida com a nomenclatura, descrição e organização da diversidade biológica em esquemas hierárquicos. Ela vem sendo desenvolvida desde os primeiros esforços humanos em direção à sumarização da informação biológica com vistas ao agrupamento dos organismos em classes, e à identificação, entre elas, de quais seriam entidades naturais. De Aristóteles à Hennig, muitas maneiras de sistematizar o conhecimento biológico foram propostas, com a intenção de delimitar e representar as afinidades naturais entre os organismos. Mesmo depois da teoria de Darwin-Wallace, a sistemática biológica apresentou poucas mudanças nos seus fundamentos, até os trabalhos do entomólogo alemão Willi Hennig. Ele introduziu um método que era tão objetivo e explícito quanto à fenética, e profundamente conectado à perspectiva evolutiva Darwiniana. A filogenética Hennigiana visa à criação de um sistema classificatório de referências que reflita a evolução. Nesse sentido, Hennig propôs que apenas grupos monofiléticos são naturais, uma vez que eles seriam os únicos que realmente respeitam o conceito evolutivo da ancestralidade comum. Um grupo monofilético é definido como a reunião de todos os descendentes de um ancestral comum, este incluso. Baseado no reconhecimento dos grupos monofiléticos (naturais), a sistemática filogenética é uma poderosa ferramenta para reconstruir a evolução dos organismos a partir de critérios científicos e objetivos, auxiliando na solução do problema de sistematizar a informação biológica que tem preocupado o homem desde a aurora da linguagem. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-1276789263499945623?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/1276789263499945623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=1276789263499945623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/1276789263499945623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/1276789263499945623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/05/os-dinossauros-de-hennig.html' title='Os dinossauros de Hennig'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SiAuYjT0Z7I/AAAAAAAAAd8/Tqd9tDeFPVU/s72-c/DevilDinosaurOmnibusHC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-447591192503722533</id><published>2009-04-27T15:57:00.005-03:00</published><updated>2009-04-27T16:12:39.138-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evo-Devo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sean carroll'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><title type='text'>O que é a evo-devo?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SfYDirFdLCI/AAAAAAAAAcA/ckAmvR9uEjc/s1600-h/26cov.large1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 319px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SfYDirFdLCI/AAAAAAAAAcA/ckAmvR9uEjc/s400/26cov.large1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329451103255604258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em linhas gerais, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;evo-devo&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;evolutionary developmental biology &lt;/span&gt;ou biologia evolutiva do desenvolvimento) estuda como evoluiu o desenvolvimento e como as modificações do desenvolvimento afetaram as mudanças evolutivas. Recentemente, conceitos relacionados à embriologia, desenvolvimento e genética têm sido utilizados em conjunto com estudos de paleontologia na tentativa de se compreender a evolução de estruturas morfológicas e de grupos taxonômicos com origem controversa. Se evidências fósseis de estágios intermediários entre estruturas muito díspares, mas hipoteticamente homólogas, não são encontradas, a paleontologia pode contar com a abordagem da evo-devo a fim de “completar” esses intervalos nos quais não há evidências da estrutura ou conjunto de estruturas de interesse. Assim, procura-se encontrar paralelos entre o desenvolvimento individual de um organismo e a história evolutiva de um mecanismo ou atributo em determinado grupo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A biologia evolutiva do desenvolvimento reflete uma longa busca para se compreender as relações entre as transformações de um organismo em uma única geração – o seu desenvolvimento, ou, em outras palavras, sua ontogenia – e as transformações que ocorrem entre gerações – i.e., evolução, representada pelas filogenias. A evo-devo é uma síntese da biologia evolutiva (que, em suma, procura compreender como aconteceram as mudanças de tamanho e forma apresentadas durante a história evolutiva dos organismos) com a biologia do desenvolvimento (que tenta distinguir os mecanismos de desenvolvimento responsáveis por essas mudanças). A perspectiva da evo-devo possibilita o estudo de propriedades não encontradas partindo-se de cada uma dessas áreas em separado. Ao incorporarem essa visão integrada, a biologia evolutiva, em geral, e a paleontologia, em particular, têm a chance de enriquecer o que se conhece sobre como os organismos, órgãos, tecidos e células evoluíram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dentre os tópicos fundamentais da biologia, a origem de novas estruturas durante a evolução levanta algumas questões importantes. Como aparecem essas (por vezes) chamadas novidades evolutivas? Elas podem evoluir de novo ou sempre derivam de estruturas ou mecanismos pré-existentes? A interface entre a biologia do desenvolvimento e as demais áreas das ciências biológicas contribui de forma positiva para o debate, como pode ser visto em recentes estudos sobre os mecanismos de desenvolvimento subjacentes à formação de estruturas complexas como patas e penas. Esses estudos também têm fornecido preciosas informações sobre como os processos de desenvolvimento modificam-se quando órgãos desaparecem durante a evolução, suportando a idéia de que a ausência de órgãos no adulto não implica na completa ausência do potencial para o desenvolvimento dos mesmos. Isso fica evidente na análise de alguns grupos de serpentes, os quais, apesar de não apresentarem membros anteriores ou posteriores, ainda portam a maquinaria genética responsável pela sua formação. A regulação da expressão gênica durante a formação dos embriões é muito complexa e mudanças aparentemente simples, como inversões temporais ou espaciais na expressão de um gene, podem levar a profundas alterações na formação de estruturas complexas – que não requerem, necessariamente, a ausência de todos os elementos do sistema regulador. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nesse interim, a evo-devo procura compreender como se dá a origem e evolução do desenvolvimento embrionário e qual o papel que as alterações nesses mecanismos de desenvolvimento, mesmo que pontuais ou pouco relevantes em um primeiro momento, têm para o aparecimento de novas estruturas. Além disso, a evo-devo tem como metas entender a plasticidade do desenvolvimento na história evolutiva dos organismos, como os fatores exógenos (ambientais, de um modo geral, ou ecológicos) afetam esses mecanismos, e quais as bases embriológicas dos caracteres homólogos (atributos que têm a mesma origem evolutiva em grupos relacionados genealogicamente e que se modificam através do tempo – por exemplo, os ossos dos braços de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homo sapiens &lt;/span&gt;e os ossos das asas de uma ave) e homoplásticos (caracteres com origens evolutivas múltiplas, mas que convergem na sua estrutura ou mecanismo – um exemplo é a morfologia hidrodinâmica de peixes e golfinhos). Das grandes áreas da biologia, a paleontologia e a sistemática estão entre as maiores beneficiadas pela biologia do desenvolvimento, uma vez que elas centram seus esforços na compreensão das novas organizações estruturais surgidas durante a evolução. Os registros fósseis são evidências importantes para se compreender a história da vida, constituindo fontes de informação únicas para estudos de evo-devo – o inverso também é verdadeiro. Por exemplo, a descoberta de fósseis de tetrápodes com oito dedos levou a novas considerações sobre o desenvolvimento e evolução desses membros. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É certo que o florescimento de uma disciplina que conecte a biologia do desenvolvimento aos estudos paleontológicos e filogenéticos pode contribuir para um melhor entendimento das questões relacionadas à história evolutiva dos organismos, manifestando uma longa conexão entre estudos de paleontologia, embriologia e evolução que remonta à síntese da teoria evolutiva de meados do século XX. Essas discussões, no entanto, não são recentes: o próprio Charles Darwin dedicou capítulos inteiros de sua obra-prima, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sobre a origem das espécies&lt;/span&gt;, à discussões detalhadas sobre como evidência embriológicas forneceriam suporte à suas teorias; Ernst Haeckel, ainda no século XIX, defendeu a idéia de que a ontogenia recapitula a filogenia (sua “lei biogenética”).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para alguns evolucionistas mais entusiasmados, os avanços conceituais proporcionados pela evo-devo irão, por exemplo, inserir novamente a paleontologia na ciência contemporânea, modificando os fundamentos da nossa compreensão sobre a origem e diversificação da vida. Nos últimos anos, os estudos evolutivos, principalmente aqueles às voltas com classificações biológicas e reconstruções filogenéticas, têm assumido a perspectiva de uma grande disciplina integrada, utilizando informações das mais diferentes fontes, em particular da morfologia comparada, genética, biologia do desenvolvimento e paleontologia. Nenhuma dessas abordagens se mostrou superior às outras, e a contribuição dos diferentes campos abriu novos horizontes para a solução de problemas que não podem ser esgotados em uma única disciplina. Apesar de um certo exagero das expectativas, como é de praxe em qualquer nova área da ciência que aporte um grande número de pesquisadores, esforço conjunto e dinheiro, o uso da evo-devo ligada a estudos de paleontologia e sistemática, desde que corretamente utilizados os conceitos dessas áreas tradicionais, promete bons resultados para o entendimento de questões que há tempos atormentam os evolucionistas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para saber mais sobre a evo-devo, comece pelo &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Infinitas formas de grande beleza&lt;/span&gt;, livro escrito por Sean Carroll e traduzido para o português. Muitos artigos mais técnicos podem ser encontrados na internet, especialmente em revistas como &lt;a href="http://www.pnas.org/"&gt;Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.ijdb.ehu.es/web/"&gt;International Journal of Developmental Biology&lt;/a&gt;. No site da PLoS Biology, há um ensaio do Dr. Carroll (em inglês) sobre o tema (&lt;a href="http://biology.plosjournals.org/perlserv/?request=get-document&amp;amp;doi=10.1371%2Fjournal.pbio.0030245"&gt;Evolution at two levels: on genes and form&lt;/a&gt;), no número 7, volume 3, p. 1159-1166. É de acesso gratuito no endereço (pode ser baixado também o pdf): http://biology.plosjournals.org/perlserv/?request=get-document&amp;amp;doi=10.1371%2Fjournal.pbio.0030245&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há também um outro artigo, dos mesmos autores do Jogo da Evolução (comentado&lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/05/evo-devo.html"&gt; nesse blog &lt;/a&gt;em maio de 2008), na revista Proceedings of the National Academy of Sciences USA, de maio de 2007 (vol. 104, suplemento 1, p.8605-8612), chamado &lt;a href="http://www.pnas.org/content/vol104/suppl_1/"&gt;Emerging principles of regulatory evolution&lt;/a&gt;, que pode ser encontrado no site:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;http://www.pnas.org/content/vol104/suppl_1/ &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esse artigo fez parte do especial &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;In the Light of Evolution I: Adaptation and Complex Design&lt;/span&gt;, que ocupou todo o volume da revista, e que conta com vários textos de temas recentes e revelantes para a compreensão da evolução. Recomendo a todos que se interessam por biologia evolutiva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-447591192503722533?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/447591192503722533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=447591192503722533' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/447591192503722533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/447591192503722533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/04/o-que-e-evo-devo.html' title='O que é a evo-devo?'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SfYDirFdLCI/AAAAAAAAAcA/ckAmvR9uEjc/s72-c/26cov.large1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-7652741315704526490</id><published>2009-03-20T17:03:00.011-03:00</published><updated>2009-03-20T17:43:56.142-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='seleção natural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='darwin'/><title type='text'>Ainda a seleção natural</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/ScP67C0-OYI/AAAAAAAAAa4/AVZzzK5p-3Q/s1600-h/selecaonatural.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 232px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/ScP67C0-OYI/AAAAAAAAAa4/AVZzzK5p-3Q/s400/selecaonatural.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315367877505595778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;A história do pensamento evolutivo mostra que muitos outros autores quase "chegaram lá" quando o assunto é seleção natural: antes do naturalista escocês Patrick Matthew, (1790-1874) sobre o qual comenta Osame Kinouchi no seu blog &lt;a href="http://comciencias.blogspot.com/2009/03/comemorando-os-177-da-publicacao-da.html"&gt;SemCiência&lt;/a&gt;, no século XVIII, o naturalista, cosmólogo, matemático e enciclopedista Georges Louis de Buffon (1707-1788) havia aventado essa possibilidade no seu monumental &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Histoire Naturelle&lt;/span&gt; (apesar dos escritos desse francês não primarem pela consistência). William Charles Wells (1757-1817) já havia falado de seleção natural na espécie humana, no começo do século XIX (e, inclusive, Charles Darwin (1809-1882) o cita nominalmente no sua obra magna &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sobre a origem das espécies&lt;/span&gt;). Não só Alfred Russel Wallace, (1823-1913) mas também Henry Walter Bates (1825-1892), trabalhando na Amazônia, chegaram à mesma conclusão de Darwin a respeito do processo evolutivo, especialmente considerando a importância da distribuição geográfica no processo de especiação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Agora, como aponta o professor Kinouchi, quais são as condições para se reconhecer quando alguém é o "descobridor" de uma idéia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wallace e Bates trabalharam de forma obsessiva-compulsiva, talvez até mais do que Darwin (Darwin fez apenas UMA viagem relevante na sua vida, no Beagle). Tanto Wallace quanto Bates trabalharam infinitas horas no calor amazônico (há relatos de coletas por 18 horas seguidas!). Bates viveu no Brazil durante onze anos, enviando mais de 8 mil novas espécies de insetos para a Inglaterra durante o período - mesmo os não zoólogos e quem não trabalha com descrição de espécies percebe que esse número é astronômico. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Wallace passou outro longo período no arquipélago Malaio, sempre compilando suas toneladas de informações em trabalhos de grande monta. Ele talvez não tivesse a reputação científica suficiente, é verdade (que vem sendo resgatada recentemente). No entanto, isso nada teria a ver com a qualidade do seu trabalho e sim com a genealogia: Darwin era de família abastada, Wallace não era. O primeiro trabalhava em sua casa de campo; o segundo ganhava a vida no campo de fato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O pendor espiritualista de Wallace (ele aceitava que todos os organismos passavam pelo processo da seleção natural, menos o homem, "ungido" pelo divino com sua capacidade cognitiva extraordinária) pode ser colocado como algo que o deixou um pouco longe das primeiras sínteses históricas do evolucionismo. Mas o homem trabalhou, e muito! Além do que, as principais referências sobre a história da teoria da evolução, especialmente para os não familiarizados com a literatura técnica da área, vem dos trabalhos dos teóricos sintéticos da evolução, do qual o ornitólogo alemão Ernst Mayr (1904-2005) é seu maior representante. Os livros de Mayr são bastante tendenciosos - ele, por exemplo, pouco considerava a importância da sistemática filogenética de Willi Hennig para a biologia, e dizia que a teoria da deriva continental, do meteorologista alemão Alfred Wegener, não havia provocado tanto impacto nos estudos da evolução (o que está longe de corresponder a verdade, como qualquer pessoal que estuda a distribuição dos organismos pelo globo pode comprovar).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Quando falamos em ciência biológica do século XIX, é óbvio que um livro chamaria muito mais atenção que um artigo (que Wallace publicou em 1858, juntamente com um texto de Darwin). Tanto isso é verdade que o presidente da Royal Society à época disse que no ano de 1858 nenhuma novidade científica relevante havia sido proposta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles Darwin foi o "descobridor" da seleção natural? Difícil dizer ao certo. Darwin foi um grande compilador, além de um pensador original, e soube comparar o que parece intangível (a seleção natural) com algo que todos sabiam do que se tratava (a seleção artificial de variedades animais e vegetais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale dizer, contudo, que muito espaço é dado para discussões a respeito da seleção natural, quando hoje se sabe que ela é apenas um dos processos relacionados à descendência com modificação a partir de ancestrais comuns. Darwinismo NÃO é sinônimo de Evolucionismo! A teoria da evolução, atualmente, está anos à frente do que Darwin dizia (ou mesmo do que ele teria condições de pensar, com base na ciência do seu período).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos tentam relacionar alguns comentários de Darwin como possíveis precursores de descobertas das quais ele reconhecidamente não fez parte - como os primórdios da genética mendeliana. Dizer que essas extrapolações apenas aumentam, de forma falaciosa, o mito ao redor de Darwin não é desrespeitar o legado desse fantástico cientista mas sim preservar a importância sua obra sem deturpações whiggistas (uma perspectiva que analisa a história a partir do referencial moderno). Devemos desconstruir Darwin para que a essência do seu gênio prevaleça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Este post faz parte da discussão de março do "Roda de Ciências". Por favor, comentários &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: arial;" href="http://rodadeciencia.blogspot.com/2009/03/ainda-selecao-natural.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-7652741315704526490?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/7652741315704526490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=7652741315704526490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/7652741315704526490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/7652741315704526490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/03/ainda-selecao-natural.html' title='Ainda a seleção natural'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/ScP67C0-OYI/AAAAAAAAAa4/AVZzzK5p-3Q/s72-c/selecaonatural.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-4158815572668747324</id><published>2009-03-01T11:41:00.002-03:00</published><updated>2009-03-01T11:47:30.685-03:00</updated><title type='text'>Pequeno mundo blogueiro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;Essa vale também para alguns&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt; (muitos?) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt; blogs de ciência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/Saqe1JMBoLI/AAAAAAAAAaI/R1n7LPJpZoc/s1600-h/blogueiros.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 127px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/Saqe1JMBoLI/AAAAAAAAAaI/R1n7LPJpZoc/s400/blogueiros.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308229746646163634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do site &lt;a href="http://www.malvados.com.br/"&gt;Malvados&lt;/a&gt;, de André Dahmer.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-4158815572668747324?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/4158815572668747324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=4158815572668747324' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/4158815572668747324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/4158815572668747324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/03/pequeno-mundo-blogueiro.html' title='Pequeno mundo blogueiro'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/Saqe1JMBoLI/AAAAAAAAAaI/R1n7LPJpZoc/s72-c/blogueiros.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-1507402272869923915</id><published>2009-02-21T11:55:00.004-03:00</published><updated>2009-02-21T12:01:45.914-03:00</updated><title type='text'>As roupas de Einstein</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SaAWcRiQ6WI/AAAAAAAAAaA/9tU4jRxwy-0/s1600-h/Einstein.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305265036041709922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 166px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SaAWcRiQ6WI/AAAAAAAAAaA/9tU4jRxwy-0/s200/Einstein.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O físico Albert Einstein e sua esposa iriam receber em casa um político alemão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A mulher pediu, então, que Einstein trocasse de roupa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Einstein disse: "Se ele quiser me ver, aqui estou eu. Se ele quiser ver minhas roupas, abra o armário e mostre a ele meus ternos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Perfeita lógica einsteniana...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(modificado do blog &lt;a href="http://ilustradanopop.folha.blog.uol.com.br/"&gt;Ilustrada no pop&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-1507402272869923915?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/1507402272869923915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=1507402272869923915' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/1507402272869923915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/1507402272869923915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/02/as-roupas-de-einstein.html' title='As roupas de Einstein'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SaAWcRiQ6WI/AAAAAAAAAaA/9tU4jRxwy-0/s72-c/Einstein.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-3116246181272639779</id><published>2009-01-25T22:03:00.004-02:00</published><updated>2009-01-25T22:14:51.737-02:00</updated><title type='text'>Uma informação pessoal...</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A quem interessar possa....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Estou de mudança para São Paulo. Na próxima semana, começo a trabalhar como professor adjunto de Biologia Evolutiva e Comparada do Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC (em Santo André). Um novo começo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SXz__ZPP-II/AAAAAAAAAZM/0BOirBMBdVk/s1600-h/Bilal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 350px; height: 287px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SXz__ZPP-II/AAAAAAAAAZM/0BOirBMBdVk/s400/Bilal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295388726452549762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-3116246181272639779?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/3116246181272639779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=3116246181272639779' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/3116246181272639779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/3116246181272639779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/01/uma-informao-pessoal.html' title='Uma informação pessoal...'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SXz__ZPP-II/AAAAAAAAAZM/0BOirBMBdVk/s72-c/Bilal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-5918287403694876025</id><published>2009-01-19T20:17:00.006-02:00</published><updated>2009-01-19T20:36:47.197-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filogenia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensino de ciências'/><title type='text'>Filogenética no ensino de evolução</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SXT8DZRY63I/AAAAAAAAAYk/7IMeCN1FFYU/s1600-h/para+blog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 213px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SXT8DZRY63I/AAAAAAAAAYk/7IMeCN1FFYU/s400/para+blog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293132597320805234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Esse artigo saiu na &lt;a href="http://www.ige.unicamp.br/ojs/index.php/cienciaeensino/index"&gt;Ciência &amp;amp; Ensino&lt;/a&gt;, uma revista da Unicamp destinada a professores de ciências do ensino fundamental e médio e seus formadores, com o objetivo de funcionar como um espaço acadêmico de leitura e escrita do professor e do futuro professor. O artigo, escrito em parceria com o Dr. Adolfo Calor (da UFBA), foi publicado em duas partes, que podem ser acessadas &lt;a href="http://www.ige.unicamp.br/ojs/index.php/cienciaeensino/article/download/99/130"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.ige.unicamp.br/ojs/index.php/cienciaeensino/article/download/100/133"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Segue a introdução:    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;A teoria da evol&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ução é o núcleo da biologia histórica. A idéia de que todos os organismos do planeta (incluindo as espécies extintas e o homem) compartilham um ancestral comum em algum nível hierárquico e que, portanto, estão historicamente conectados, teve um impacto profundo no desenvolvimento dabiologia a partir do século XIX. Após os trabalhos de Alfred Wallace e Charles Darwin (os artigos de 1858 e o c&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;lássico “Origem das Espécies” de 1859) e especialmente depois da fusão com as novas idéias da genética, da paleontologia e da história natural na primeira met&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ade do século XX, a teoria da evolução transformou-se no paradigma central da biologia, influenciando inúmeras outras áreas do conhecimento humano (Mayr, 2000; Meyer &amp;amp; El-Hani, 2005). Nas palavras de um dos grandes evolucionistas do século XX, Ernst Mayr (2000, p. 56), “a forma como concebemos o mundo e o l&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ugar que ocupamos nele neste início do século XXI difere radicalmente daquela vigente no início do século XIX (...) nenhum biólogo parece ter sido responsável por mais modificações – e por modificações mais drásticas para a visão de mundo de pessoas comuns – que Charles Darwin”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estabelecimento da teoria da evolução nas ciências naturais foi crucial para essa nova concepção da realidade. Por ser o arcabouço estrutural das ciências biológicas, a teoria da evolução pode funcionar também como o princípio organizador do e&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;nsino de biologia. No entanto, a abordagem tradicional nas escolas brasileiras muitas vezes não trata os temas evolutivos de maneira adequada, especialmente quando restringe seus conteúdos a uma visão limitada e descontextualizada tanto em termos históricos quanto conceituais. O estudo da evolução acaba se restringindo à contraposição Darwin versus Lamarck e a aproximações grosseiras de suas principais idéias e exemplos utilizados para ilustrá-las (Roque, 2003). A falta de cuidado na exposição da teoria acaba por se refletir em aprendizado deficiente e na perpetuação de interpretações incorretas sobre evolução e assuntos correlatos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Ao tratarem da teoria da evolução, algumas das maiores dificuldades dos professores e dos alunos relacionam-se à (1) assimilação do dimensão temporal das mudanças evolutivas, (2) reconhecimento da importância do pensamento populacional, (3) impossibilidade de &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SXT_8MUuygI/AAAAAAAAAY0/KM59_3TjFIw/s1600-h/para+blog2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 184px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SXT_8MUuygI/AAAAAAAAAY0/KM59_3TjFIw/s400/para+blog2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293136871632587266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;s&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;e descobrir os verdadeiros grupos ancestrais dos organismos, (4) idéia de &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;progresso&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; na&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; evolução e (5) relações genealógicas entre o homem e os demais animais. Essa &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;lista converge com falsas concepções divulgadas pela mídia, as quais &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ecoam no ensino de biologia, dando origem a um ciclo sem fim de más interpretações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Apesar de normalmente aplicada a estudos específicos de classificação biológica, a sistemática filogenética pode ser utilizada para enfraquecer o paradigma essencialista no ensino de biologia, reforçando a idéia de que a melhor metáfora para a evolução é uma árvore da vida, ramificada, e não uma fila indiana progressiva que vai de organismos mais “simples” até os mais “complexos”. Além disso, a sistemática filogenética possibilita a síntese de uma grande quantidade de informação (tais como características de morfologia externa, embriologia, fisiologia e comportamento) em árvores evolutivas – os cladogramas, também chamados de filogenias –, nas quais são dispostas as relações de parentesco entre grupos biológicos baseadas na modificação de seus atributos através do tempo. Além disso, pelo fato dos cladogramas corresponderem à hipóteses sobre a evolução dos grupos, seu uso pode facilitar a introdução de conceitos relativos à construção, corroboração e refutação d&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;e hipóteses científicas, aproximando os estudantes da pr&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ática e da natureza da ciência biológica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-5918287403694876025?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/5918287403694876025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=5918287403694876025' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/5918287403694876025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/5918287403694876025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2009/01/filogentica-no-ensino-de-evoluo.html' title='Filogenética no ensino de evolução'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SXT8DZRY63I/AAAAAAAAAYk/7IMeCN1FFYU/s72-c/para+blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-6896435822539765242</id><published>2008-12-27T18:27:00.003-02:00</published><updated>2008-12-27T18:36:29.805-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infanto-juvenil'/><title type='text'>Cada um no seu galho!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;É julho. As aulas acabaram e as crianças não conseguem conter a excitação pelos dias de descanso que as esperam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Jean e Margô estão ainda mais contentes. Eles vão visitar seu vovô, Carlos Roberto, na fazenda. Seu primo Alfredo vai junto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;No domingo, o pai de Margô e Jean limpa o carro, checa o estepe e, com a ajuda das crianças, prepara as guloseimas para a viagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A fazenda do vovô não é longe, apenas meia hora de carro da cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;De repente, quando acabam de passar pela entrada da fazenda, surge um animal muito estranho, diferente de tudo o que aquelas crianças já tinham visto, e emparelha com o carro, voando. O bicho em tudo se parece com uma ave, mas têm dentes no bico! Alfredo, sentado junto à janela direita do veículo, fica maravilhado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Vejam, esse passarinho tem dentes!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Então, de súbito, todos no carro ouvem um estampido, como uma pequena explosão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Acho que o pneu do carro furou – é o pai quem fala. Eles encostam junto à estradinha de terra que leva até a casa de vovô Carlos, que já pode ser vista ao longe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Lá está a casa do vovô. Faltava tão pouco...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Mas as crianças não parecem preocupadas com o pneu. Elas continuam entretidas com a estranha ave que seguiu o carro. Fora do veículo, eles tentam segurar o pássaro, que voa baixo por sobre suas cabeças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Ele é lindo! – Margô.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Quando o pai fecha o capô do carro, depois de pegar o estepe, o barulho assusta o animal, que sai voando em disparada, em direção à pequena mata que se estende até os fundos da casa do vovô. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Não, ele vai fugir! – Alfredo, sem pestanejar, sai correndo atrás do pássaro. O mesmo faz seus primos Jean e Margô.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O pai, sem saber o que fazer, tenta impedi-los, mas as crianças já estão embrenhadas na floresta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;No meio da mata, ninguém consegue encontrar o estranho pássaro. As crianças estão próximas umas das outras, com um pouco de medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Alfredo, você sabe onde estamos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Sei, acho que sim... não...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Jean, o mais velho, tenta tomar as rédeas da situação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ O bicho foi para lá! – ele aponta para cima quando vê o pássaro voando mata adentro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;As crianças correm atrás do bicho, passando por árvores, troncos caídos, pequenos riachos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Não tô vendo nada! – Margô, meio chorosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Calma, ele não pode ir muito longe. Ou pode? – Alfredo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Eu vi! Ele está indo para aquela árvore!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Na frente deles, a mata se abre em uma grande clareira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Olhem, o passarinho vai pousar no galho lá no alto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Então, na clareira aberta no meio da floresta, as crianças se deparam com algo que nunca tinham visto antes. O pássaro estranho se acomoda em um galho bem alto de uma árvore com muitos outros galhos, cheia de bichos diferentes pendurados, dormindo. É a árvore da vida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Jean, Margô e Alfredo estão sem fôlego!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Que coisa fantástica! – Jean – vocês estão vendo quantos bichos diferentes estão nessa árvore?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Olha lá nosso passarinho! – é Alfredo – tem um outro bicho no galho do lado. Aquilo é um papagaio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Não, é um tucano!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Tem um macaco lá perto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ E um monte insetos! Tem até uma aranha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Margô, aranha não é inseto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Tá, tá...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O encantamento das crianças é interrompido por uma voz meio preguiçosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Crianças...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ De onde vem essa voz? – pergunta Jean.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Sou eu aqui embaixo – o som vem de uma coisa estranha parecida com um vaso muito colorido – eu sou Eifelia. Sou uma esponja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Você fala? – Margô se aproxima da árvore e chega bem perto do animal falante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Aqui eu falo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Você falou que era uma esponja – pergunta Alfredo – dá pra tomar banho com você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Não, comigo não, mas eu tenho uma irmã que é bem fofinha...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Dona Eifelia, eu nunca vi uma esponja pendurada em árvore...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;De repente, uma borboleta pousa no nariz de Alfredo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Vejam, uma borboleta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Meu nome é Lepi. Eu moro lá em cima, junto com um monte de irmãos: as moscas, as baratas, as formigas e todos os outros insetos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Minha mãe sempre diz “Eca! Que bicho nojento!” quando vê uma barata... mas você é tão bonita!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Um macaquinho deitado em um galho no alto da árvore acorda e desce para encontrar as crianças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Psiu! Falem baixo vocês! Todos os bichos estão dormindo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Ele fica de frente à Margô, a mais baixinha do grupo. Ela coloca o dedo no nariz do macaco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Nossa, você parece gente! Tem olhos de gente, mãos de gente, pernas de gente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Eu sei. Aquele velhinho sempre fala isso para mim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Os olhos das crianças saltam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Você conhece o vovô Carlos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Claro, ele vem aqui todos os dias...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Alfredo, no entanto, continua intrigado com a árvore.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Seu macaco, eu ainda não entendi uma coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Por favor, pode me chamar de Pan.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Seu Pan, por que esse monte de bichos está dormindo nessa árvore? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ A árvore é nossa casa. E cada um tem um lugarzinho especial nela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Margô pergunta:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Mas e os micróbios, aquelas coisinhas pequenininhas que a gente não consegue ver e que todo mundo fala que existe? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Eles moram numa outra árvore aqui perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ E vocês dormem sempre assim, uns pertinho dos outros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ É. Eu fico lá em cima, perto dos cachorros, dos passarinhos, dos sapos... Nós temos muitas coisas parecidas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Alfredo fala, enquanto tenta colocar a mão nos tentáculos de uma medusa que está lá perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Eu não faria isso se fosse você – diz Seu Pan – eles não gostam muito de ser incomodados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Alfredo dá um passo atrás, constrangido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Você disse que dorme do lado dos cachorros e dos sapos porque vocês são parecidos. É por isso que aquele caramujo tá do lado do polvo? E aquela estrela-do-mar tá do lado daquele, daquele... daquele bicho cheio de espinhos? – pergunta Jean.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ É. Aquilo é um ouriço-do-mar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O ambiente é, então, preenchido por chamados e gritos de adultos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Crianças! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Jean, Margô, Alfredo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Meninos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;As crianças entram em polvorosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Vovô! O vovô veio buscar a gente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O macaco dá de ombros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Eu falei que ele vinha aqui todos os dias...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Quando vovô Carlos chega, Margô corre em sua direção e pula nos seus braços. Ele é um velhinho simpático, careca e barrigudo, com uma longa barba branca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Vovô, a gente viu um passarinho muito bonito e ele tinha dentes e ele tinha bico e ele...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Calma, Margô, assim seu avô não entende nada... – é uma outra voz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Tio Vili! – Jean grita. O homem vem atrás do vovô Carlos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ O pai de vocês está muito preocupado – ele fala, apontando para Jean e Margô – ele foi procurar os perdidos na floresta lá do outro lado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Vovô, você já viu essa árvore? – Alfredo aponta para o achado – tem um monte de bichos dormindo nela!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Vovô Carlos dá uma longa e gostosa risada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Sim, minhas crianças. Eu conheço essa árvore. É a árvore da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Mas eu não vi nenhum microbiozinho... eles não são vivos? – Margô, ainda no colo do avô.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ São sim... esse aqui é só um pedaço da árvore da vida – tio Vili completa – nela moram todos os animais que a gente conhece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Por isso ela é assim tão grande e cheia de galhos? – Jean.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Dona Eifelia, ainda sonolenta, responde para a menina:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Exatamente, menino. E levou um tempão para ela ficar assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O vovô Carlos intervém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Bem, crianças, acho que é hora de ir para casa. Amanhã cedo nós podemos voltar aqui para conversar com os bichos depois deles acordarem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Eu tô com fome – Alfredo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Tchau, dona Eifelia! Tchau, seu macaco! Tchau, Lepi! – Margô.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Um tempo depois, já à noite, a casa do vovô está em silêncio. O velho senhor está sentado na sala, lendo à luz de uma vela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;De repente ele se levanta, segurando a vela, e caminha em direção aos quartos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Em um deles, tio Vili e seu irmão, pai de Jean e Margô, estão dormindo. No outro, Jean, Margô e Alfredo dividem uma cama grande de casal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Vovô Carlos vai até perto dos netos e verifica se tudo está bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;__ Durmam bem, crianças... – ele sussurra, enquanto ajeita o cobertor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O velhinho sai do quarto e vai até a varanda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;De repente, voando, vem um pássaro ao seu encontro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Um pássaro muito diferente de tudo que já se viu, com dentes no bico. Ele pousa no ombro do vovô Carlos Roberto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;E o velhinho sorri.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;FIM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-6896435822539765242?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/6896435822539765242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=6896435822539765242' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/6896435822539765242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/6896435822539765242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/12/cada-um-no-seu-galho.html' title='Cada um no seu galho!'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-4554597935221815633</id><published>2008-12-15T16:21:00.008-02:00</published><updated>2008-12-17T17:15:02.313-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ewclipo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensino de ciências'/><title type='text'>I EWCLiPo</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Aconteceu nos dias 11 e 12 de dezembro último, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (Universidade de São Paulo) o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I EWCLiPo&lt;/span&gt; - I Encontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa. Eis a foto oficial do evento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SUboJKsvYWI/AAAAAAAAAXw/ybQTD1dSteA/s1600-h/ewclipo+pequeno.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 286px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SUboJKsvYWI/AAAAAAAAAXw/ybQTD1dSteA/s400/ewclipo+pequeno.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280162857326960994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Apesar do público pequeno, as discussões foram bastante interessantes. Estavam presentes vários blogueiros de ciências: esse que vos fala, Mauro Rebelo (do &lt;a href="http://vocequeebiologo.blogspot.com/"&gt;Você que é biólogo&lt;/a&gt;), Leandro Tessler (do &lt;a href="http://ccientifica.blogspot.com/"&gt;Cultura Científica&lt;/a&gt;), Isis Nóbile (do &lt;a href="http://xisxis.wordpress.com/"&gt;Xis-Xis&lt;/a&gt;), Atila Iamarino (do &lt;a href="http://lablogatorios.com.br/rainha"&gt;Rainha Vermelha&lt;/a&gt;), Carlos Hotta (do &lt;a href="http://lablogatorios.com.br/brontossauros"&gt;Brontossauros no meu Jardim&lt;/a&gt;), Osame Kinouchi (&lt;a href="http://comciencias.blogspot.com/"&gt;SemCiência&lt;/a&gt;), Reinaldo José Lopes (do &lt;a href="http://colunas.g1.com.br/visoesdavida/"&gt;Visões da Vida&lt;/a&gt;), Dulcidio Braz Júnior (do &lt;a href="http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/"&gt;Física na Veia&lt;/a&gt;), Gustavo Z. Miranda (do &lt;a href="http://dfm.ffclrp.usp.br/ldc/"&gt;Laboratório de Divulgação Científica&lt;/a&gt;), Luiz Bento (do &lt;a href="http://discutindoecologia.blogspot.com/"&gt;Discutindo Ecologia&lt;/a&gt;), Stephen Dedalus (do &lt;a href="http://www.dedalus-atlas.blogspot.com/"&gt;Atlas&lt;/a&gt;) e &lt;a href="http://belda.wordpress.com/"&gt;Francisco Belda&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Foram dois dias discutindo o futuro da blogosfera brasileira, divulgação científica tradicional e na web, o papel dos blogueiros no ensino e como a academia pode passar a considerar a ciência publicada nos blogs como mais do que apenas "exibicionismo científico" de alguns poucos entusiastas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A próxima edição do evento acontecerá muito provavelmente em alguma cidade litorânea do Rio de Janeiro (talvez Búzios), no segundo semestre de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Logo as apresentações serão disponibilizadas no site do Laboratório de Divulgação Científica, bem como alguns vídeos com trechos de cada palestra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-4554597935221815633?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/4554597935221815633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=4554597935221815633' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/4554597935221815633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/4554597935221815633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/12/i-ewclipo.html' title='I EWCLiPo'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SUboJKsvYWI/AAAAAAAAAXw/ybQTD1dSteA/s72-c/ewclipo+pequeno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-1653551803106102526</id><published>2008-11-14T13:52:00.002-02:00</published><updated>2008-11-14T13:57:34.351-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia da ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filogenia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><title type='text'>Filogenética no ensino de biologia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;          &lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;Saiu na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Papéis Avulsos de Zoologia &lt;/span&gt;(volume 48 (18):199‐211, 2008) um artigo meu (em colaboração com o Dr. Adolfo Calor, também da FFCLRP-USP) comentando a possibilidade de utilização da sistemática filogenética para o ensino de biologia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Segue o título e o abstract do artigo.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Using the logical basis of phylogenetics as  the framework for teaching biology&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;"The influence of the evolutionary theory is widespread in modern worldview. Due to its great  explanatory power and pervasiveness, the theory of evolution should be used as the organizing  theme in biology teaching. For this purpose, the essential concepts of phylogenetic systematics  are useful as a didactic instrument. The phylogenetic method was the first objective set of rules  to implement in systematics the evolutionary view that the organisms are all connected at some  hierarchical level due to common ancestry, as suggested by Darwin and Wallace. Phylogenetic  systematics was firstly proposed by the German Entomologist Willi Hennig in 1950 and had considerably importance in the decrease of the role of essentialism and subjectivity in  classificatory studies, becoming one of the paradigms in biological systematics. Based on  cladograms, a general phylogenetic reference system allows to the depiction and representation  of large amounts of biological information in branching diagrams. Besides, the phylogenetic  approach sheds light upon typical misconceptions concerning evolution and related concepts  that directly affect students’ comprehension about the evolutionary process and the hierarchical  structure of the living world. The phylogenetic method is also a form of introducing students to  some of the philosophical and scientific idiosyncrasies, providing them the ability to understand  concepts such as hypothesis, theory, paradigm and falsifiability. The students are incited to use  arguments during the process of accepting or denying scientific hypotheses, which overcomes the  mere assimilation of knowledge previously elaborated". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;O texto completo em pdf pode ser encontrado &lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;amp;pid=S0031-10492008001800001&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso&amp;amp;tlng=en"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;          &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-1653551803106102526?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/1653551803106102526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=1653551803106102526' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/1653551803106102526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/1653551803106102526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/11/filogentica-no-ensino-de-biologia.html' title='Filogenética no ensino de biologia'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-7838676167171641220</id><published>2008-11-12T20:15:00.001-02:00</published><updated>2008-11-12T20:16:58.544-02:00</updated><title type='text'>Em busca de vida inteligente...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SRtVqNkXL6I/AAAAAAAAAWU/UJsUu8LgQ5s/s1600-h/calvin5_Page_03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 379px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SRtVqNkXL6I/AAAAAAAAAWU/UJsUu8LgQ5s/s400/calvin5_Page_03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267898372824969122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;by Bill Watterson&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-7838676167171641220?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/7838676167171641220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=7838676167171641220' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/7838676167171641220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/7838676167171641220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/11/em-busca-de-vida-inteligente.html' title='Em busca de vida inteligente...'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SRtVqNkXL6I/AAAAAAAAAWU/UJsUu8LgQ5s/s72-c/calvin5_Page_03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-7800627253801206694</id><published>2008-11-10T15:33:00.001-02:00</published><updated>2008-11-10T15:36:05.136-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filogenia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biogeografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sistemática'/><title type='text'>Discussões sobre Sistemática e Biogeografia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Die Tradition aller toten Geschelecter lastet wie ein Alp auf dem Gehirne der Lebenden”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A tradição de todas as gerações mortas pesa como um pesadelo nos cérebros dos vivos”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;Karl Marx (1852)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;Começou hoje (segunda-feira, dia 10 de novembro de 2008) um fórum para discutir assuntos relacionados à evolução, sistemática e biogeografia, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (USP). Abrimos os comentários com o primeiro capítulo do livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foundations of Systematics and Biogeography&lt;/span&gt;, de David Williams e Malte Ebach (a obra tem um blog, http://urhomology.blogspot.com/).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;A idéia é fazer as reuniões todas as segundas-feiras, às 13h00, em alguma sala da Filô (talvez na sala de aulas da pós-graduação da Entomologia). Na próxima semana, discutiremos os dois capítulos seguintes de Ebach &amp;amp; Williams (2008): 2) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Systematics as problem-solving &lt;/span&gt;e 3) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The archetype&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;Todos estão convidados (a leitura anterior dos textos indicados é importante – há uma cópia deles no laboratório de Diptera da FFCLRP-USP). Para mais informações, cybermorphy@yahoo.com.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-7800627253801206694?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/7800627253801206694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=7800627253801206694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/7800627253801206694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/7800627253801206694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/11/discusses-sobre-sistemtica-e.html' title='Discussões sobre Sistemática e Biogeografia'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-6587768978690642576</id><published>2008-10-25T15:17:00.002-02:00</published><updated>2008-10-25T15:20:34.759-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Para quando a ciência falha...'/><title type='text'>Para quando a ciência "falha"...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;Como decidir a ordem dos autores em um artigo científico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SQNVESaml4I/AAAAAAAAAV0/zTx2TYmjpdg/s1600-h/phd031305s.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 173px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SQNVESaml4I/AAAAAAAAAV0/zTx2TYmjpdg/s400/phd031305s.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261142321850128258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Sobre o processo de revisão pelos pares (ou seriam impares?)...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SQNU4mvRnxI/AAAAAAAAAVs/Zm7jWAmszZs/s1600-h/cartoon1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 319px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SQNU4mvRnxI/AAAAAAAAAVs/Zm7jWAmszZs/s400/cartoon1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261142121147113234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-6587768978690642576?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/6587768978690642576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=6587768978690642576' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/6587768978690642576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/6587768978690642576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/10/para-quando-cincia-falha.html' title='Para quando a ciência &quot;falha&quot;...'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SQNVESaml4I/AAAAAAAAAV0/zTx2TYmjpdg/s72-c/phd031305s.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-875486407199757733.post-6562912529852847045</id><published>2008-10-18T16:57:00.009-03:00</published><updated>2008-10-18T17:21:24.626-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evo-Devo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='parcimônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre a natureza das ciências'/><title type='text'>Sobre a parcimônia nas ciências - parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SPpCkhCU48I/AAAAAAAAAUE/vk4_yhnhvdI/s1600-h/einstein_equation.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SPpCkhCU48I/AAAAAAAAAUE/vk4_yhnhvdI/s320/einstein_equation.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258588710019326914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Para o físico e filósofo austríaco Ernst &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Mach (1838-1916), o desenvolvimento do pensamento científico pode ser interpretado como uma linha contínua na direção de representações ca&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;da vez &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;mais simples das observações. As maiores descobertas na ciência não seriam tanto novas observações e sim novas simplificações na interpretação de fatos con&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;hecidos. Dentro dessa perspectiva, a teoria da relatividade do físico alemão Albert Einstein (1879-1955) seria uma interpretação simplificada d&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;a realidade observada se comparada com a gravitação newtoniana: ambas trabalham sobre a mesma base de fatos observacionais, contudo a teoria einsteniana necessita de menos premissas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ad hoc&lt;/span&gt;, algo como muletas ou remendos teóricos, para explicar igual conjunto de fenômenos. Mach defende que a construção de uma teoria científica é um processo de procura por abstrações que possam cobrir uma ampla variedade de observações com o menor esforço mental. Sua teoria, ent&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;retanto, acaba por não permitir a multiplicação de en&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;tidades,&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; uma vez que a ciência teria que trabalhar sobre o mesmo conjunto de fatos observados à busca de interpretações mais parcimoniosas para essas observações, não se p&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;reocupando com o levantamento de novos fatos. Apesar dos comentários de Mach fornecerem um quadro geral sobre a tendência em se aceitar a parcimônia entre os cientistas, eles não funcionam como justificativa para o seu uso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;É desnecessário mensurar, de form&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;a absoluta, quão parcimoniosa é uma teoria em relação à outra, pois não há uma maneira direta de apontar, entre duas teorias conflitantes, qual delas tem maior parcimônia. A idéia da evolução por seleção natural dos naturalistas britânicos Charles Darwin (1809-1882) e Alfred Wallace (1823-1913), de meados d&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;o século XIX, não é mais parcim&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;oniosa que as teorias criacionistas pelo fato de conter um &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;número menor de hipóteses independentes e sim porque seus pontos de partida são em menor número e de um “único tipo”, sem a descontinuidade e a arbitrariedade das várias sub-hipóteses da teoria especial da criação, como os atos divinos individuais, a existência de um centro de origem há muito desaparecido (no qual todos os organismos do planeta teriam sido criados por um Deus ex machina), a pouca idade da Terra e postulados afins.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SPpC9Oyy4HI/AAAAAAAAAUM/hpGgTTUfp78/s1600-h/simplicidade2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SPpC9Oyy4HI/AAAAAAAAAUM/hpGgTTUfp78/s400/simplicidade2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258589134619074674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Assim como a teoria evolutiva contrariou o&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; cânone criacionista, também as idéias biogeográficas vigentes a&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;té a metade do século XX, que tentavam explicar a distribuição dos organismos no planeta segundo eventos indivi&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;duais, não-compartilhados, de dispersão de longa distância, foram questionadas por outras teorias biogeográficas m&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ais elegantes, que tomavam por base a deriva continental e a possível existência de eventos de disjunção (separação) compartilhados por muitas populações de várias espécies diferentes. Enquanto as teorias dispersalistas trabalham a partir do estabelecimento de centros de origem e rotas de dispersão para cada um dos grupos animais e vegetais, o que significa um grande número de suposições &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ad hoc&lt;/span&gt;, a biogeografia de vicariância procura causas comuns às disjunções, minimizando as explicações cas&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;o a caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A distribuição de mesossaurídeos (répteis aquáticos de pequeno tamanho, extintos há cerca de 250 milhões de anos) representa bem a aplicação da parcimônia na biogeografia. Há r&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;egistros de fósseis de mesossauros tanto na América do Sul, na bacia do Paraná, quanto na Áfr&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;i&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ca, na bacia do Karoo. Antes dos trabalhos do meteorologista alemão Alfred Wegener (1880-1930) nos anos 1920-1930, que ressuscitaram a idéia dos continentes em&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; movimento, a melhor explicação para a localização desses fósseis se dav&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;a com base na ocorrência, no passado, de e&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ventos de dispersão de longa distância, com os animais &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;fazendo um périplo da África, atravessando o Atlântico, até o continente sul-americano (ou o caminho inverso, se os ancestrais do grupo tivessem se originado na América do Sul), em uma jornada intuitivamente implausível. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SPpDUYLtK3I/AAAAAAAAAUU/-w3PAt8xDZA/s1600-h/Mesosaurus_BW.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SPpDUYLtK3I/AAAAAAAAAUU/-w3PAt8xDZA/s320/Mesosaurus_BW.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258589532276468594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O problema se agravava ainda &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;mais com a reconstituição dos prováveis ambientes desses anim&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ais (de água doce e não marinhos) e com a análise da sua estrutura morfológica, sugerindo limita&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;da&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;s capacidades dispersivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A proposição de que os continentes africano e sul-americano estiveram c&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;onectados no passado geológico do planeta estabeleceu uma exp&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;licação mais parcimoniosa para a distribuição dos mesossauros, visto que passou a ser suficiente imaginar que as populações desses répteis estiveram unidas antes da separação dos continentes para compreender a distribuição disjunta do seu registro fóssil. Além disso, a deriva continental também func&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;iona como explicação para a distribuição disjunta de muitos outros grupos (répteis terrestres do gênero &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cynognathus&lt;/span&gt;, gimnospermas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Glossopteris &lt;/span&gt;etc.). É claro que eventos de dispersão ocorreram – e ainda ocorrem – durante a evolução. No entanto, quando a distribuição de vários grupos é explicada convincentemente por um mesmo evento (ou eventos), devemos privilegiar esse tipo de hipótese, uma vez que, como afirmou o botânico italiano León Croizat (&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;1894-1982)&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;, a Terra e a biota evoluem em conjunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Assim como na análise biogeográfica, o estabelecimento das relações de parentesco através da sistemática filogenética e a interpretação das mu&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;danças nos atributos dos grupos biológicos durante sua história dependem fundamentalmente do conceito de parcimônia. Apesar de nunca ter utilizado o termo, o entomólogo alemão Willi Hennig (1913-1976), criador do método filogenético, explicitamente se apoderou d&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SPpD6S32ZDI/AAAAAAAAAUc/sPrkPVrZIN8/s1600-h/fossil_correlation_lge.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SPpD6S32ZDI/AAAAAAAAAUc/sPrkPVrZIN8/s320/fossil_correlation_lge.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258590183686038578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;o conceito de&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; parcimônia no seu “princípio auxiliar”, segundo o qual a origem por convergên&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;c&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ia não deve ser considerada como certa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a priori&lt;/span&gt; – isso significa que se deve assumir, a menos que haja evidência em contrário, uma origem única para estruturas e comportamentos similares (portanto, homólogos) em organismos diferentes. Como dito anteriormente, a&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; parcimônia estipula que o &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;investigador deve preferir a hipótese filogenética que precise do menor número de homoplasias (ou seja, surgimento independente dos caracteres), apesar delas ocorrerem em grande número durante a evolução das espécies.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A aplicação da parcimônia para julgar quais hipóteses filogenéticas devem ser escolhidas e quais descartadas tem sido criticada baseado na idéia (correta) de que a evolução não é necessariamente parcimoniosa. Apesar de coerente em um primeiro momento, essa perspectiva mostra-se equivocada quando analisada em detalhe. Assim como na pesquisa científica em outras áreas, a parcimônia é aplicada na sistemática filogen&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ética com o objetivo de minimizar o número de explicações &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ad hoc&lt;/span&gt; dos dados ou para maximizar o poder explanatório das hipóteses em relação aqueles dados. O sentido real do uso da parcimônia não se relaciona a nenhum modelo de evolução: parcimônia tem a ver com a interpretação da evidência filogenética. Não é preciso acreditar que o processo evolutivo é simples, que a natureza sempre escolhe o “menor número de passos”, para se aceitar a aplicação da parcimônia na tentativa de se entender as relações genealógicas entre os organismos e quais os processos e mecanismos envolvidos. Parcimônia nada mais é do que uma ferramenta metodológica, não fazendo nenhuma afirmação sobre como são as coisas na natureza. A parcimônia ontológica, quando aplicada à reconstruções evolutivas, parte de uma premissa que carece de evidências empíricas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A “simplicidade” científica é sempre uma tentativa e não é algo passível de ser julgado de forma definitiva. O que pode ser visto como uma teoria parcimoniosa um dia, suficiente para explicar um grande número de fenômenos (por exemplo, a gravitação newtoniana ou a distribuição dos organismos exclusivamente via dispersão), pode se transformar em um mastodonte teórico em um momento seguinte, devido à adição de hipóteses &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ad hoc &lt;/span&gt;na tentativa de explicar observações e eventos não esperados (como a percepção da cu&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;rvatura da luz quando próxima de objetos de grande massa ou a descoberta da deriva continental). Diferentemente de uma representação de como a realidade está organizada, a parcimônia é um critério que guia as decisões na ciência e, portanto, é um conceito fluido, dependente do estágio de conhecimento a respeito do problema sob escrutínio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;E, claro, muito útil para se planejar viagens.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SPpENc6J7mI/AAAAAAAAAUk/XIpxF0vNEw0/s1600-h/simplicidade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SPpENc6J7mI/AAAAAAAAAUk/XIpxF0vNEw0/s400/simplicidade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258590512797576802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/875486407199757733-6562912529852847045?l=charlesmorphy.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/feeds/6562912529852847045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=875486407199757733&amp;postID=6562912529852847045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/6562912529852847045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/875486407199757733/posts/default/6562912529852847045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://charlesmorphy.blogspot.com/2008/10/sobre-parcimnia-nas-cincias-parte-ii.html' title='Sobre a parcimônia nas ciências - parte II'/><author><name>Charles Morphy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18227877120350408172</uri><email>cybermorphy@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04314630529413258757'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UTcriXFkBEk/SPpCkhCU48I/AAAAAAAAAUE/vk4_yhnhvdI/s72-c/einstein_equation.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>